De Mochila pelas Américas

Mais velho, mais saboroso

em 25 abril, 2013

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Reportagem do viajante

A licoreira nicaraguense Flor de Cana pretende lançar o rum envelhecido 25 anos, até 2014. A informação foi levantada pelo viajante em visita à fábrica, no município de Chichigalpa, norte do país, neste mês de abril. A tradicional indústria exporta para 40 países, em todo o mundo.

A Flor de Cana fabrica atualmente nove tipos de runs, envelhecidos entre quatro e 18 anos, e quatro tipos de aguardentes. A primeira remessa do produto com 25 anos está armazenada nas bodegas da fábrica.

A princípio o rum era produzido e consumido apenas como celebração da safra de cana-de-açúcar, desde o início da operação da empresa, em 1890. Começou a ser fabricado para comercialização em 1937 e, a partir de 1959, iniciaram as exportações para países da América Central.

As vendas internacionais, para outros continentes, começaram em 1999. Hoje a empresa vende para os Estados Unidos, Chile, Alemanha, Canadá, México, além de vários países da América Central.

A licoreira tem hoje uma das maiores reservas de rum do mundo. A formação do ativo foi impulsionada pela revolução sandinista, na década de 70, quando o produto começou a ser largamente estocado. O melaço, principal matéria prima da bebida, vem do engenho próprio que tem 27 mil hectares para plantação de cana-de-açúcar.

O controle da empresa está nas mãos da quinta geração da família Pellas. A licoreira é uma das 21 empresas do grupo familiar que também atua em setores de informática, saúde, telecomunicações, bancário, entretenimentos, seguros e automotivo.

Rum, açúcar e energia

Depois de colhida e moída, a cana-de-açúcar dá origem a suco – que vira açúcar e melaço – e ao bagaço, sobras utilizadas como combustível. O melaço é fermentado para se transformar em álcool e destilado, antes de ser armazenado em barris de madeira para, anos depois, ser retirado como rum.

“Somos a única empresa que destila o álcool cinco vezes”, afirma o funcionário responsável pela seção de provas e degustação para visitantes. Quanto maior a destilação, maior a pureza e menor a ressaca por consumo excessivo.

Os barris, comprados dos Estados Unidos, já tem ao menos um ano de uso. “Não podem ser virgens para que a madeira, já preparada, possa compor melhor o sabor do rum, ao longo do período de armazenamento”, explica uma das funcionárias responsáveis pelo acompanhamento de visitantes. Os tonéis tem vida útil de 25 anos.

Cada barril rende 600 litros de rum com teor alcoólico de 77%, impróprio para consumo humano. Por isso a bebida é misturada com água até alcançar a composição de álcool permitida por cada país.

A indústria recicla vidro, papel, alumínio e ferro. Os barris com vida útil vencida são desmontados e utilizados para fabricação de móveis. A empresa tem linha própria de mobiliário.

Em época de safra, o bagaço permite produzir energia elétrica, que além de ser utilizada na fábrica, é comercializada no mercado paralelo. Cerca de 10% do excedente é vendido no país. Capturam e processam também o dióxido de carbono, gerado no processo de fermentação, o que reduz a emissão de gases poluentes.

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