A fábrica e a farmácia

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A fábrica foi transformada em centro de arte e desenhos, com diversas galerias sofisticadas.

A farmácia continua ativa, desde 1818.

Pelo menos 300 pessoas trabalhavam na indústria que fabricava roupas, mantas, xales e, a partir da década de 70, também tênis.

A farmácia mantém poucos funcionários e frascos importados da França, há praticamente dois séculos.

A Negociação Fabril de La Aurora foi uma das principais indústrias têxteis do México, desde 1902. Usava maquinário inglês e mais tarde suíço e alemão. Mantinha programas sociais, esportivos e culturais para a comunidade de San Miguel de Allende, no centro-norte do país.

A farmácia, nominada “Moderna”, opera em um espaço restrito em frente à praça maior do povoado de Pátzuaro. Trabalha com manipulação de fórmulas, medicina de patente e perfumaria. Tem instalações idênticas, abrigadas e preservadas no Museu do Estado, em Michoacán.

Ambas tem o poder de se instalar no imaginário das pessoas como representação de uma época. As duas são tradicionais e compõe parte da história mexicana.

A fábrica edificou trajetória de luta e de crescimento econômico. A farmácia é parte da evolução da ciência farmacêutica que se desenvolveu em Michoacán desde o século XVII.

Antiguidades, obras de arte, fotografias, joias, artesanatos finos em vidro e madeira são admirados hoje em dezenas de galerias instaladas na antiga fábrica. É praticamente um museu de arte moderna que mistura máquinas e estrutura antiga com esculturas e pinturas contemporâneas.

A farmácia ainda mantém anúncio das famosas “pílulas da vida” que, no começo do século XX, prometiam estimular estômago, fígado e intestino e combater a maioria das doenças. Eram comprimidos laxativos, de coloração rosada, vendidos a apenas três centavos de dólar.

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