A Vida nas Rochas

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Descoberta do Viajante (trilogia – parte II)

A bailarina Blanche Russell jamais imaginaria que o infortúnio que a alcançaria em um dia quente de verão, no Arizona, transformaria o rumo de sua vida. Forçada a passar a noite na desértica, mas belíssima região onde seu carro quebrou, Russell decidiu se estabelecer na área adornada por montanhas de pedras e penhascos. Corria o final da década de 20.

Na paisagem árida edificou casa na pedra e para sobreviver começou a vender comida e a oferecer abrigo aos viajantes, que passavam a caminho de Utah. Vivia com o marido baixo o azul infinito do céu e o marrom avermelhado das rochas.

A erosão, comum ao deserto, fabrica grutas, fendas e cavernas, usadas de forma criativa pelos pioneiros. Enfiadas em meio às formações geológicas, as estruturas em madeira completavam os quartos para os desbravadores.

É região de bisontes, condores e de carneiros selvagens, que voam sobre os rochedos carregando pesados chifres curvados. Ariscos e sensíveis à presença humana, dificilmente são vistos, principalmente quando estão descansando ou se alimentando, de gramíneas ou plantas de arbusto.

Fogem também dos principais predadores: coiotes, águias e pumas. Os carneiros selvagens são famosos pelos combates chifre-a-chifre, para estabelecer a dominância entre os machos, na época antes do acasalamento.

A área é terra dos Navajos, que ocupam a maior reserva indígena dos Estados Unidos. Herdeiros históricos dos antigos guerreiros hoje vivem pacificamente adaptados à cultura moderna. Alguns vendem artesanato em pontos e paradas nas rodovias.

Grande parte dos descendentes dos tradicionais Navajos usa óculos.

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