De Mochila pelas Américas

A Vida no Deserto

em 30 julho, 2013

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Descrição do Viajante (trilogia – parte I)

Deserto é o lugar onde não chove mais do que 250 milímetros por ano. Região seca, que alterna temperaturas quentes e frias, e que está bem distante dos estereótipos mais comuns: não é um montão de areia, sem vida. Como comparação, na floresta tropical pode chover 4.000 mm ao ano.

O Deserto de Sonora, um dos maiores e mais significativos das Américas, abriga 400 espécies de plantas comestíveis e flora que fornece fibras ou medicamentos. Longe de ser apenas uma terra estéril e desolada.

De vegetação complexa, é terra do imenso saguaro, tipo de cacto que vive 200 anos, pode chegar a 15 metros de altura e a 10 toneladas de peso. Um desses, gigante, consegue reter seis mil litros de água. Seus frutos servem para fazer suco, marmelada e guisado de grãos.

Além dos tradicionais cactos, em formatos e tamanhos diferentes, há dezenas de outras plantas silvestres e flores coloridas, que nascem em distintas épocas do ano e se aninham entre os espinhos. Comprovam a vida abundante.

Os “woodpeckers”, da família dos pica-paus, se acomodam junto à vegetação. Quando abandonam o ninho chegam as corujas, morcegos e insetos. Roedores se escondem nas fendas das rochas.

Pequenos répteis circulam sobre a areia, habilidosos. Coelhos roem o bulbo dos cactos, à procura do líquido armazenado.

A época de chuvas é o verão, quando a água chega fininha ou irrompe como tormenta e irriga rochas e areia. Após o rompante, fica um cheirinho doce de madeira, presente do expectorante creosote.

Nas colinas, arbustos oferecem suas ramas como incenso. Os frutos de yacca vão desabrochar em flores amarelas, após o repentino e breve aguaceiro. Explodem os girassóis.

Existe também vida humana, apesar do ambiente insalubre. Similares aos árabes beduínos e aos seminômades tuaregues, populações indígenas, como os Akimel e os Apaches, estiveram assentadas por anos nas regiões desérticas dos Estados Unidos.

O Deserto de Sonora, que vai do sul do Arizona ao norte do México, tem cinco regiões bem definidas. A mais seca é a desértica, propriamente dita. A região que recebe maior quantidade de água, mas ainda assim tem pouca precipitação anual é chamada de semidesértica.

O bosque de mesquitas, plantas úteis e sagradas para os nativos, que se desenvolve junto a canais de água, é o terceiro tipo. Os demais são os oásis, que apresentam fontes, lagoas ou mananciais, e o chaparral, onde as elevações são superiores a 3,5 mil metros.

Nota do viajante (serviço)

As caminhadas pelo deserto são a melhor maneira de sentir a vida em cenários áridos. Porém, com menos energia, mas ainda assim com muita água e disposição, é possível explorar as regiões secas do Arizona. A capital, Phoenix, abriga o “Desert Botanical Garden” (www.dbg.org/), um museu natural, a céu aberto, com dezenas de plantas de desertos, em geral.

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