De Mochila pelas Américas

Cañón del Colca 3

em 28 novembro, 2012

Estrutura Colca 1
Estrutura Colca 2
Estrutura Colca 3
Estrutura Colca 4
Estrutura Colca 5

A rústica estrutura

Em um lugar como esse não há espaço para frescuras. Os mochileiros já sabem disso. Quando esquecem, são lembrados pelas cabanas com paredes de adobe, tetos de palha e pisos de pedra. Se resistem, têm de enfrentar banheiros sem porta ou com pequenos anteparos de junco. As cozinhas, melhor não comentar.

Tudo isso é parte da aventura, é parte da emoção e do contato com a natureza. Acostumado a tomar banhos frios em Curitiba, não me assustei com a ducha de água fresca. Nem sempre é assim. Naturalmente desprovidos de energia elétrica, as comunidades locais tem aquecimento solar, usado basicamente para esquentar a água.

Jantar à luz de velas, nas cabanas, iluminação com nossas lanternas. Melhor do que acampar. Apaguei na primeira noite, pelo desgaste desmedido e a parca alimentação.

Energizado pelo lugar, pouco consegui descansar na segunda noite. O ronco da cama ao lado contribuiu. Sim, não se tratava de um albergue, mas os espaços são todos compartilhados.

No quesito higiene pessoal, o pior era conseguir lavar as mãos. Recorria a sabão em pó, encontrado nos tanques comunitários. Logicamente os banhos foram da forma mais natural possível: só com água.

Tudo muito bonito, muito natural. Na cama do jovem casal de alemães, poucas cabanas adiante, a companhia de um escorpião.

 

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