De Mochila pelas Américas

Cartagena, a cidade murada e heroica

em 28 janeiro, 2013

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Pernas cruzadas à frente da igreja, o cocheiro aguarda pacientemente a celebração da cerimônia de casamento. Metros dali, na rua perpendicular, charmosas carruagens se enfileiram, como em um pequeno congestionamento. O senhor de chapéu Panamá canta rumba no bar de esquina, antigo casarão colonial. A brisa contínua alivia o intenso calor do verão na costa caribenha.

É noite na cidade onde um dia tudo foram batalhas e defesas. Hoje representa importante marco da história sul-americana e é acervo arquitetônico protegido. Em Cartagena de Índias, homônima da cidade espanhola, as fortificações são o símbolo da resistência e estão praticamente intactas, como se ainda a proteger o centro histórico, erguido em 1533.

Porto mercantil da coroa espanhola, a cidade assistiu ao escoamento das riquezas do continente americano e ao tráfico de escravos. Superou o cerco de três meses na época da independência da Espanha, em 1811. Sem alimentos, resistiu. Foi chamada de cidade heroica.

A torre do relógio permite o acesso ao interior das muralhas que cercam o centro. Os nomes das ruas sempre aparecem em enfeitadas placas de azulejo. Ao final de uma viela, fachada para o mar do Caribe, a casa de muros altos e jardim de palmeiras de Garcia Márquez.

A face negra da cidade é exibida no museu histórico, dentro do Palácio da Inquisição. A heresia e os delitos contra a fé Cristã eram julgados nesse prédio, pelo tribunal do Santo Ofício, entre celas e câmeras de tortura.

Cidade de artes, exibe esculturas em suas ruas. Os sapatos velhos, junto ao secular forte de San Felipe; os pégasos, à frente do moderno centro de eventos. Junto ao museu de arte moderna as esculturas são de latão.

O artista que ama os gordos tem espaço privilegiado na agradável Praça de Santo Domingo. Pausa, ao sol, para admirar “Gertrudis”, de Botero. A cidade de um milhão de habitantes merece mesmo o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco.

O micro-ônibus que conduz à cidade moderna não demora em chegar ao ponto. Poderia. A espera tem vista para o mar. Bocagrande tem praia de areias escuras e muita gente, igual ao litoral paranaense. Mas é área nobre, com os melhores prédios, comércio sofisticado, e o consumo norte-americano, representado pelas principais cadeias de fast-food.

No bairro boêmio Getsemani sempre toca o baianato”, estilo musical alegre, de voz marcante, mas que parece chorosa.

Pés imundos de bater o centro, sol sempre forte e 36 C à sombra. Alheios à movimentação intensa da cidade, meninos e meninas jogam beisebol nas ruas da cosmopolita Cartagena.

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