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UM ESTADO COMPLETO E DESLUMBRANTE

Publicado em: 25/02/ 15

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A beleza natural da costa oeste dos Estados Unidos tem todos os tipos de expressão, na Califórnia. Esbanja azul no céu claro e no mar agitado. Desfila o verde nas encostas das montanhas e no pasto onde trotam as zebras. Pois é, a Califórnia tem até zebras. E exibe tons de amarelo, vermelho e laranja a cada entardecer.

As encostas são magníficas, os penhascos admiráveis e as praias, cheias de encantos, dentro e fora d´água. Os elefantes marinhos escolheram as areias de Piedras Blancas para se recuperar, reproduzir e preparar as novas gerações. Quase extintos pela caça predatória, desde os anos 90 estão protegidos na região de San Simeon. São 20 mil indivíduos que se alternam em seis milhas de costa.

As lontras marinhas nadam um pouco adiante, em Morro Bay. A vida selvagem sempre se abriga mais distante dos lugares badalados.

Da costa ao centro do Estado, a natureza é pródiga em plantações de morangos, pistaches e em laranjais. As gigantes sequoias, milenárias, são circundadas por florestas de coníferas, rios, cascatas e, no inverno, por montes de neve, no Sequoia National Park.

A Califórnia é mesmo fértil e diversificada, uma boa opção para quem pretende dirigir sem destino certo pelos Estados Unidos. Esse foi um apêndice, um complemento recente da expedição De Mochila pelas Américas, realizada de novembro de 2012 a outubro de 2013.

 


Aventura do viajante

Publicado em: 17/08/ 13

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Crônica 

A cobra, de escamas negras e pontos coloridos, rasteja ligeira à minha frente, cruza o caminho, toma impulso e se embrenha de uma vez na vegetação rasteira. Logo abaixo, o riacho de águas congelantes serpenteia a mata e, sob o brilho do sol, se contorce ao longo do vale.

Pequenos insetos, semelhantes a grilos, assumem a forma de borboletas amarelas para produzir sons metálicos enquanto voam, parece que aturdidos. O barulho desperta a recordação das disputas infantis de “bolimbolachos”, nos anos 70.

O brinquedo, um cordão com duas bolinhas significativamente duras, que fazíamos se chocar repetidamente, foi proibido em algum momento da década de 80.

Caminho só, 20 quilômetros mata adentro. As estatísticas dizem que 99% dos visitantes do Parque Nacional de Yellowstone não avançam mais do que três quilômetros pela floresta.

Tenho que cuidar dos répteis, na trilha, e acompanhar, ao longe, os grandes mamíferos: bisontes, elkes, veados. As pegadas confirmam presença de bichos grandes. O volumoso excremento é bem maior do que o pé de um adulto.

Irrompe a sensação de estar atravessando o sonho de criança, enfrentando a floresta, espingarda de ferro à mão à procura de caça. A fantasia ultrapassa a barreira da imaginação e atinge a realidade.

Vaga pela lembrança a obra juvenil “A cabana na grande floresta”, da antiga Edições de Ouro, livro de cabeceira da meninice.

Yellowstone tem um das maiores e mais diversificadas populações de vida selvagem do planeta. O mágico é que não dá para saber qual será o próximo cenário à frente ou qual animal pode aparecer.

A paisagem naturalmente se modifica: de vales para florestas; de rios a lagos e riachos; montanhas.

O trajeto oferece constantes pistas inesperadas da vida selvagem: ossadas de mamíferos já devorados, coelhos alvoroçados, bisontes solitários.

Apuro o ouvido. Caminho só.

Soube de um aparelho que serve para contar passos. Diz que para não nos enquadramos na categoria de sedentários temos que dar 10 mil passadas por dia. Seria interessante saber quanto caminhei nesses quase nove meses de expedição.

Teria que atar o aparelho ao corpo, antes de levantar, e só iria me livrar dele à noite, antes de dormir. Não, prefiro a liberdade do vagar sem rumo, ao controle da tecnologia.

Caminho em silêncio, contrariando a orientação dos guarda-parques de circular em grupos, batendo palmas e fazendo barulho. Sem qualquer tipo de proteção, fabrico curto e pontiagudo cajado, de eficácia mais psicológica do que física.

A água transparente do riacho raso faz doer pés e pernas, apesar de eu estar acostumado com temperaturas congelantes.

Adiante, o encontro, fortuito, que poderia significar a preservação de uma vida. Neste caso, a minha vida. Ter me deparado com o grupo de três pesquisadores de espécies selvagens foi momento interessante.

Curioso o fato de um deles ter me encontrado em outra das incontáveis trilhas do parque nacional, dias atrás, e ter me reconhecido. Deixei o cartão da expedição. Sai com um spray contra ataque de urso atado à cintura.

Meu único medo me encontra em uma área descampada: perder a trilha. Ando por vários minutos tentando decifrar o caminho, disfarçado em meio à vegetação rala do vale.

Nunca fui escoteiro, mas desde cedo acampava em lugares isolados, sem qualquer estrutura. De criança aprendi que quando perdemos o caminho o melhor é retroceder, tentar achar o rastro inicial, do ponto onde paramos.

Difícil. Assaltava-me a preocupação de estar seguindo floresta adentro. Pior, percebia que o longo dia de verão dava mostras de cansaço. O sol já escorria por detrás das montanhas de pinus.

Na procura da trilha, encontro o sonho.

Foco a vista e maravilhado confirmo a presença do grande urso negro, empurrando o corpanzil pela mata. Não estava a mais do que 700 metros de distância. Sentiu minha presença, mas não avançou.

No imenso vale eram só o urso e eu, a quase 10 quilômetros da estrada que corta o parque. Outra vez o conselho oficial: quando vir um urso, não corra. Ele chega a 50 km por hora.

Não nos alteramos, mantivemos o curso. Admiração e respeito mútuos. Segui com a expectativa – e ao mesmo tempo o receio – de presenciar uma caçada selvagem durante o tempo do meu regresso. O cair da tarde é hora do despertar desses mamíferos que passam dos dois metros de comprimento e chegam a pesar 350 quilos.

Enxergo a mais ao escurecer, a penumbra desperta formas amedrontadoras na vegetação. O búfalo gigante, pastando, parece bicho selvagem a correr em minha direção. O rugido da madeira seca me faz dar um pulo à frente.

Quando o sol me deixou, segui com a lua, que formava um semicírculo perfeito e alaranjado, no céu escuro. Colho então mais um cajado, seco, e inicio o retumbar que ecoa pela floresta. Senhor da trilha.

Nenhum sinal da estrada, apenas barulhos da noite e alguns tropeções em pedras e raízes. Direciono o facho da lanterna em busca de olhos faiscantes na escuridão. A presença apenas de um domesticável veado.

Caminho, pés úmidos. Não perdi mais a trilha, nem usei o spray de pimenta. Mas me senti tremendamente mais confortável de poder tê-lo preso na cinta.

O céu começa a exibir estrelas quando atinjo a rodovia. Passa das dez da noite.


A Rocha Viva

Publicado em: 11/08/ 13
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Descrição do Viajante (trilogia – parte III)

Há momentos em que o cenário parece um desenho colorido, delicadamente pintado no fundo azulado do céu.  Em um dia ensolarado de verão, praticamente sem vento, é muito difícil acreditar que os arcos foram esculpidos pela ação da água e do gelo, combinada aos movimentos da camada de sal do subsolo.

O cenário aqui não é permanente. Os arcos vão sendo moldados gradativamente pelo efeito das temperaturas extremas e das mudanças climáticas, naturais de cada estação.

Nascem, ao serem esculpidos pela natureza. Crescem, ao terem suas formas intensificadas, lentamente. Um dia, com a erosão, morrem.

Há arcos partidos ou em forma de círculo. Arcos duplos ou pequenos arcos, dentro de arcada mais ampla. As rochas – sem arco e avermelhadas devido à concentração de ferro – assumem formas diversas, de objetos ou animais.

O rancho, preservado desde 1906, foi onde John Wesley Wolfe morou com o filho mais velho. Da janela admirava as formações ainda mais antigas, de 150 milhões de anos.

Imponentes dos dois lados do canyon, os paredões de rocha formaram uma espécie de avenida, turisticamente comparada à linha de arranha-céus de Nova Iorque.

As montanhas La Sal receberam o nome pela associação entre a neve e pilhas de sal, feita pelos espanhóis que exploravam a região.

Arches National Park, no estado americano de Utah, abriga a maior concentração de arcos naturais do país. São pelo menos 2.,5 mil. Para ser oficialmente catalogado como um arco, a abertura na rocha deve ter ao menos um metro de extensão, na mesma direção.

Serviço:

Parque Nacional dos Arcos

Localização: oito quilômetros ao norte de Moab, Utah.

Entrada: US$10 por veículo. Compre passe anual se for visitar vários parques, US$80.

Época: aberto o ano todo, primavera e outono são as melhores épocas. No verão reserve acomodação com antecedência.

Dica: está ao lado de Moab, meca dos esportes de aventura, principalmente mountain bike. Não deixe de alugar uma bicicleta ou contratar um tour. Há trilhas para todos os níveis e condições físicas. 


A Vida nas Rochas

Publicado em: 05/08/ 13

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Descoberta do Viajante (trilogia – parte II)

A bailarina Blanche Russell jamais imaginaria que o infortúnio que a alcançaria em um dia quente de verão, no Arizona, transformaria o rumo de sua vida. Forçada a passar a noite na desértica, mas belíssima região onde seu carro quebrou, Russell decidiu se estabelecer na área adornada por montanhas de pedras e penhascos. Corria o final da década de 20.

Na paisagem árida edificou casa na pedra e para sobreviver começou a vender comida e a oferecer abrigo aos viajantes, que passavam a caminho de Utah. Vivia com o marido baixo o azul infinito do céu e o marrom avermelhado das rochas.

A erosão, comum ao deserto, fabrica grutas, fendas e cavernas, usadas de forma criativa pelos pioneiros. Enfiadas em meio às formações geológicas, as estruturas em madeira completavam os quartos para os desbravadores.

É região de bisontes, condores e de carneiros selvagens, que voam sobre os rochedos carregando pesados chifres curvados. Ariscos e sensíveis à presença humana, dificilmente são vistos, principalmente quando estão descansando ou se alimentando, de gramíneas ou plantas de arbusto.

Fogem também dos principais predadores: coiotes, águias e pumas. Os carneiros selvagens são famosos pelos combates chifre-a-chifre, para estabelecer a dominância entre os machos, na época antes do acasalamento.

A área é terra dos Navajos, que ocupam a maior reserva indígena dos Estados Unidos. Herdeiros históricos dos antigos guerreiros hoje vivem pacificamente adaptados à cultura moderna. Alguns vendem artesanato em pontos e paradas nas rodovias.

Grande parte dos descendentes dos tradicionais Navajos usa óculos.


A Vida no Deserto

Publicado em: 30/07/ 13

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Descrição do Viajante (trilogia – parte I)

Deserto é o lugar onde não chove mais do que 250 milímetros por ano. Região seca, que alterna temperaturas quentes e frias, e que está bem distante dos estereótipos mais comuns: não é um montão de areia, sem vida. Como comparação, na floresta tropical pode chover 4.000 mm ao ano.

O Deserto de Sonora, um dos maiores e mais significativos das Américas, abriga 400 espécies de plantas comestíveis e flora que fornece fibras ou medicamentos. Longe de ser apenas uma terra estéril e desolada.

De vegetação complexa, é terra do imenso saguaro, tipo de cacto que vive 200 anos, pode chegar a 15 metros de altura e a 10 toneladas de peso. Um desses, gigante, consegue reter seis mil litros de água. Seus frutos servem para fazer suco, marmelada e guisado de grãos.

Além dos tradicionais cactos, em formatos e tamanhos diferentes, há dezenas de outras plantas silvestres e flores coloridas, que nascem em distintas épocas do ano e se aninham entre os espinhos. Comprovam a vida abundante.

Os “woodpeckers”, da família dos pica-paus, se acomodam junto à vegetação. Quando abandonam o ninho chegam as corujas, morcegos e insetos. Roedores se escondem nas fendas das rochas.

Pequenos répteis circulam sobre a areia, habilidosos. Coelhos roem o bulbo dos cactos, à procura do líquido armazenado.

A época de chuvas é o verão, quando a água chega fininha ou irrompe como tormenta e irriga rochas e areia. Após o rompante, fica um cheirinho doce de madeira, presente do expectorante creosote.

Nas colinas, arbustos oferecem suas ramas como incenso. Os frutos de yacca vão desabrochar em flores amarelas, após o repentino e breve aguaceiro. Explodem os girassóis.

Existe também vida humana, apesar do ambiente insalubre. Similares aos árabes beduínos e aos seminômades tuaregues, populações indígenas, como os Akimel e os Apaches, estiveram assentadas por anos nas regiões desérticas dos Estados Unidos.

O Deserto de Sonora, que vai do sul do Arizona ao norte do México, tem cinco regiões bem definidas. A mais seca é a desértica, propriamente dita. A região que recebe maior quantidade de água, mas ainda assim tem pouca precipitação anual é chamada de semidesértica.

O bosque de mesquitas, plantas úteis e sagradas para os nativos, que se desenvolve junto a canais de água, é o terceiro tipo. Os demais são os oásis, que apresentam fontes, lagoas ou mananciais, e o chaparral, onde as elevações são superiores a 3,5 mil metros.

Nota do viajante (serviço)

As caminhadas pelo deserto são a melhor maneira de sentir a vida em cenários áridos. Porém, com menos energia, mas ainda assim com muita água e disposição, é possível explorar as regiões secas do Arizona. A capital, Phoenix, abriga o “Desert Botanical Garden” (www.dbg.org/), um museu natural, a céu aberto, com dezenas de plantas de desertos, em geral.


Bizarrices de Vegas

Publicado em: 24/07/ 13

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Descobertas do Viajante

Nunca entendi direito as máquinas de caça-níqueis. O que sei é que elas, cedo ou tarde, invariavelmente, ficam com todo o nosso dinheiro. Algumas trabalham na surdina, lentamente, esgotando nosso bolso centavo a centavo. Outras acenam com prêmios milionários para abocanhar, gulosas, porções mínimas de cinco dólares.

Na dúvida há sempre um botãozinho escrito “service”, que faz uma atendente, de saia curta e generoso decote, chegar correndo a te oferecer algo para que você possa gastar a sobra do seu dinheiro. Por trás dos drinques grátis sempre há uma gorjeta. Ao lado, todo o tipo de promoções, cupons de desconto, ofertas de shows e variadas atrações.

Las Vegas é uma grande loja de departamentos, montada para agradar a todos. Não vou escrever aqui sobre hotéis faraônicos, shows espetaculares, restaurantes e baladas sofisticadas. Isso, boa parte dos leitores já conhece, o destino é extremamente turístico. Prefiro contar sobre as bizarrices da cidade que nunca dorme.

Tudo é megalomaníaco em Vegas. Do tamanho das construções e painéis de neon até o preço. Os buffets tem ao menos uma quadra de extensão. As tulipas para drinques coloridos, mais de um metro de altura.

Os restaurantes fazem promoção para você frequentar o bandejão de luxo por até seis vezes, em 24 horas. Se o paladar e o bolso forem mais gigantes do que a fome, você pode degustar outro tipo de buffet, a US$435 por cabeça.

Os cones de pipoca alcançam até 70 centímetros de comprimento. Comer o salgadinho é outro espetáculo. Os sabores, esdrúxulos, variam de queijo, caramelo, parmegiana, chocolate a até o bem apimentado jalapenho.

A maior fonte de chocolate do mundo tem oito metros de altura e levou dois anos para ser planejada, desenhada e montada. Circula duas toneladas de chocolate branco e preto, por minuto.

Se não quiser fumar, depois da refeição, você acende um cigarrinho falso, com um pouco de nicotina e muitos sabores: creme, maça, cravo, menta ou café. O produto já circulou no Brasil, mas atualmente é proibido. Lobby da indústria do tabaco.

Para respirar profundamente, mesmo, pode estacionar junto a um barzinho de oxigênio. Isso. Colocam alguns tubos no teu nariz e você respira por 15 minutos doses de oxigênio quase puro, 90%. O ar que respiramos têm apenas 21%. Enquanto aspira, sentado em banquetas, recebe massagem nas costas e se distrai com os líquidos coloridos, envasados a sua frente.

O calor do verão de Vegas monta às costas e só desce quando se adentra ambiente climatizado. Exageradamente refrigerado é o bar onde o cliente recebe casaco, luvas e botas para passar da porta de entrada. Temperatura a menos cinco graus.

O pé doeu de tanto caminhar pelas passarelas que conectam os imensos e luxuosos hotéis? Uma paradinha na máquina automática e sai com uma sapatilha flexível e confortável. Há opções de estilos e tamanhos.

Aquela massagem que você já deve ter visto em shopping centers ou feiras imobiliárias é mais sofisticada, em Vegas. O estressado entra num tubo onde é coberto por lona plástica e recebe relaxantes jatos de água sobre o corpo. A multidão passa ali ao lado, apreciando.

Você pode se lembrar para sempre das bizarrices de Las Vegas ao estampar o rosto da sua família em blocos de cristal, com efeito tridimensional. Ou encomendar um boneco moldado à sua cara. Leva duas semanas para fazer e você recebe a encomenda quando já tiver voltado para casa, arrependido da compra. Naturalmente paga também as despesas de entrega.

Por fim, o mais bizarro é que você pode se empolgar e ser esquecido por dias nesse ambiente ilusório, pendurado a uma máquina de jogos.

Cassinos não têm relógios.

O custo de ser bizarro em Vegas

Bar de oxigênio – de US$17 a US$20 (20 minutos);
Pacote de pipoca – US$6,50 (50 centímetros);
Boneco artesanal com teu rosto – US$100;
Massagem com água – US$20 (10 minutos) ou US$45 (20 minutos);
Porta-retrato de cristal – a partir de US$69;
Tulipa com drinques coloridos – US$32 (refil custa entre US$1,99 e US$7);
Cigarro falso – US$10 (equivalente a 25 maços) – kit especial – US$400;
Sapatos de emergência – US$20 dólares (qualquer tamanho);
Buffet promocional – US$49,99 (seis em até 24 horas);
Buffet especial – US$435 (por pessoa, vinho e bebidas à parte).
Bar Minus 5C – entrada mínima de US$17 (com direito a casaco, luvas e botas). Há pacotes até US$95. Fotos são proibidas, vendidas por US$20.