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NOVA EXPO – GENTE DA AMÉRICA LATINA

Publicado em: 24/06/ 15

A foto é dos pescadores da Ilha de Janitiza, em Michoacán, no México. É uma das imagens da exposição “Gente da América Latina”, abrigada no @Centro Cultural da Espanha, a partir desta sexta-feira (29/06).

Janitiza é uma das nove ilhas do Lago de Pátzcuaro, lugar habitado basicamente por famílias de descendência indígena. A mostra é aberta ao público em geral, com entrada gratuita, até o dia 28 de agosto. O Centro fica à rua Dr. Faivre, 93, no centro de Curitiba. A exposição de fotos já foi vista por milhares de pessoas, desde sua exibição no @ParkShoppingBarigui, em outubro do ano passado.


UM ESTADO COMPLETO E DESLUMBRANTE

Publicado em: 25/02/ 15

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A beleza natural da costa oeste dos Estados Unidos tem todos os tipos de expressão, na Califórnia. Esbanja azul no céu claro e no mar agitado. Desfila o verde nas encostas das montanhas e no pasto onde trotam as zebras. Pois é, a Califórnia tem até zebras. E exibe tons de amarelo, vermelho e laranja a cada entardecer.

As encostas são magníficas, os penhascos admiráveis e as praias, cheias de encantos, dentro e fora d´água. Os elefantes marinhos escolheram as areias de Piedras Blancas para se recuperar, reproduzir e preparar as novas gerações. Quase extintos pela caça predatória, desde os anos 90 estão protegidos na região de San Simeon. São 20 mil indivíduos que se alternam em seis milhas de costa.

As lontras marinhas nadam um pouco adiante, em Morro Bay. A vida selvagem sempre se abriga mais distante dos lugares badalados.

Da costa ao centro do Estado, a natureza é pródiga em plantações de morangos, pistaches e em laranjais. As gigantes sequoias, milenárias, são circundadas por florestas de coníferas, rios, cascatas e, no inverno, por montes de neve, no Sequoia National Park.

A Califórnia é mesmo fértil e diversificada, uma boa opção para quem pretende dirigir sem destino certo pelos Estados Unidos. Esse foi um apêndice, um complemento recente da expedição De Mochila pelas Américas, realizada de novembro de 2012 a outubro de 2013.

 


Palestra para Empreendedores

Publicado em: 11/11/ 14

“Espírito jovem e empreendedor – Das Américas para o cotidiano empresarial” é o tema da palestra desta quarta-feira (12/11), às 19h, no Nex Coworking, em Curitiba. O jornalista, executivo de Comunicação e viajante, Ike Weber, faz um paralelo entre o desafio de uma expedição de longo prazo e a ousadia de empreender. O Nex fica à Rua Francisco Rocha, 198, no Batel. Palestra gratuita.


Gente das Américas

Publicado em: 12/10/ 14

Exposição Fotográfica

Imagens das comunidades e dos povos das três Américas estão expostas até o dia 26 de outubro no Park Shopping Barigui, em Curitiba. Ao todo são 32 fotos que retratam a forma de vida de pequenas povoados, tradições e também o cotidiano de grandes cidades de países como Peru, Chile, Argentina, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Guatemala, México e Estados Unidos. O trabalho é resultado da expedição, jornalística, cultural e de aventura De Mochila pelas Américas, que começou no sul do Peru, em novembro de 2012, e só terminou no final do ano passado, no centro-norte do Alaska. A exposição, gratuita e aberta ao público, tem patrocínio da Itaipu Binacional e apoio do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

 


Aventura pelas Américas

Publicado em: 06/12/ 13

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(Matéria publicada no jornal Gazeta do Povo. Texto e fotos: Ike Weber)

Tomar banho até de álcool, comer pouco e caminhar muito, com mochilas carregadas às costas. Experimentar a vida real e a cultura genuína de comunidades exóticas, conviver com povos indígenas e se deslumbrar com paisagens magníficas. Assim foi De Mochila pelas Américas, uma expedição jornalística, cultural e de aventura que, em pouco mais de 10 meses, percorreu 12 países do continente americano.

O jornalista e aventureiro, Ike Weber, viajou sozinho, por terra e por água, do sul do Peru ao Alaska e regressou percorrendo regiões do Chile e da Argentina. A jornada, que começou em novembro do ano passado, terminou esta semana.

Só de deslocamentos foram 585 horas, o equivalente a praticamente 25 dias ininterruptos, em sistema multimodal de transporte: de ônibus, trem, moto e bicicleta. Cavalgando encostas e subindo montanhas. Navegando por rios, lagos, geleiras e mares, de canoa, caiaque, ferry boat ou barco a motor. Dirigindo em rodovias cênicas, desbravando onde não havia estradas e pegando carona.

Foi uma peregrinação por todo o tipo de ambiente urbano e natural, paisagens e acidentes geográficos. O viajante explorou cânions, desertos e selvas; visitou povoados esquecidos pelo desenvolvimento e capitais cosmopolitas; relaxou em praias, rios e baías; escalou montanhas e caminhou ao longo de geleiras. Experimentou elástica amplitude térmica, no decorrer da peregrinação – de áreas geladas, com temperaturas abaixo de 0 C, até regiões de calor extremo, ao redor de 45 C.

A opção foi por desvendar de maneira profunda cada região visitada, o que exigiu de 25 a 30 dias em cada país latino e no Alaska. Para cruzar os Estados Unidos de sul ao norte, sem pressa, pelo velho oeste, o viajante precisou de 45 dias.

A diversidade cultural dos povos e as diferenças no nível de desenvolvimento dos países, permitiu perceber desde a miséria e o sofrimento de países como o Peru (América do Sul), El Salvador e Nicarágua (América Central) à segurança e opulência dos Estados Unidos, realidade mesmo após crise internacional.

A jornada não foi uma viagem de férias ou roteiro turístico, mas sim um trajeto de exploração, de cotidiano econômico e hábitos simples, com refeições, transporte e acomodações singelas. A estada variou geralmente entre hostels – onde o dormitório, banheiro e cozinha são compartilhados -, hotéis espartanos, hospedarias ou pousadas. Algumas noites foram mesmo dentro de ônibus, em barracas ou cabanas de madeira. Exatamente 125 diferentes acomodações, para 307 períodos de sono.

Pelo fato de ser viagem de longa duração, tarefas cotidianas precisaram ser absorvidas, solucionadas ou executadas pelo aventureiro, como a lavagem e a reparação de roupas, as compras de mercado e a preparação de refeições, além do controle de despesas fixas no Brasil e o pagamento de contas.

A atenção com a segurança pessoal permeou boa parte da viagem, especialmente no trajeto das Américas do Sul, Central e do México. As ameaças variavam entre sequestro de viajantes em corridas de táxi, possibilidades de assaltos à mão armada e os riscos naturais, em lugares inóspitos e distantes.

Os desafios foram também provocados, com a prática de esportes radicais e de aventura. Adepto da adrenalina, o aventureiro distribuiu as atividades: montanhismo (Peru); camping e trekking selvagem (Colômbia); “deep board” e escalada (Panamá); vulcanismo e motociclismo (Nicarágua); tirolesa e “parasail” (Costa Rica); cavalgada (México) “mountain bike” e “rafting” (EUA); caiaque (Alaska) e “hiking” em todos os lugares percorridos.

Vínculos passageiros foram estabelecidos e novas amizades, internacionais, iniciadas. Sonho realizado. A trajetória sem planejamento fixo, sem o “último dia de viagem”, livre das proibições impostas pelo limite de tempo, chegou ao fim. O viajante teve que retornar para casa, gratificado, carregando inédita e rica experiência e ainda saboreando a sensação ampla de liberdade. Está nove quilos mais leve.

Histórias de um viajante

Uma expedição de quase um ano de duração permite desenvolver ou exercitar valores como a adaptabilidade e a flexibilidade, além de contabilizar histórias que vão muito mais longe do que a simples diversão e o enriquecimento cultural permitido pela arquitetura, tradições, museus, folclores e culinária de cada país.

A ousadia de uma longa jornada oferece possibilidades diferentes, vivências prazerosas e perigosas, situações cômicas e desagradáveis. Pelo caminho da alegria ou do sofrimento, sempre enriquece a vida do viajante.

Atormentado pelos comichões que não lhe abandonavam o corpo, o jornalista despertou agitado em uma madrugada na Colômbia, após um trekking de uma semana pela selva, onde dormiu em rede e estabeleceu contato com índios da região. Fustigado pela coceira, não hesitou em correr para o banheiro e despejar quase um litro de álcool pelo corpo. Sarna?, pensou. No dia seguinte, atendido às pressas pelo médico, a constatação: havia contraído doença de criança, a varicela.

Positivamente surpreso ficou o viajante quando desceu do ônibus interno no Parque Nacional de Denali, no Alaska, para uma caminhada na floresta de tundra, sem trilhas demarcadas. Do alto de uma montanha avistou um urso cinzento, com dois filhotes. Ávido pelo contato com a vida selvagem, arriscou. Apenas com a câmera fotográfica em punho seguiu lentamente na direção dos animais. Chegou a 500 metros da família que se alimentava de frutos silvestres. Era como viver dentro de um filme, só a natureza, os animais soltos e o risco de ataque.

Experiência mais estafante o andarilho enfrentou no Equador. Seguro de que o motorista iria se lembrar de avisá-lo para descer, relaxou no ônibus, trajeto noturno entre dois povoados. Ao notar que a duração prevista para a viagem já havia terminado, há algum tempo, resolveu questionar. O motorista se confundiu e desembarcou o aventureiro em um ponto parecido. Única diferença foi que era no meio da imensidão e escuridão dos vulcões equatorianos. Nenhuma acomodação, nenhuma luz, nenhuma comida nas proximidades. A caminhada para lugar algum foi finalizada com sorte.  O jornalista encontrou hotelzinho de beira de estrada para passar a noite e retomar o trajeto na manhã seguinte.

Ike Weber é jornalista, viajante e fotógrafo. 

 O projeto teve o patrocínio do Colégio Sesi e do Grupo Schultz/Vital Card e apoio de divulgação da rádio CBN Curitiba e do jornal Gazeta do Povo.


A Rocha Viva

Publicado em: 11/08/ 13
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Descrição do Viajante (trilogia – parte III)

Há momentos em que o cenário parece um desenho colorido, delicadamente pintado no fundo azulado do céu.  Em um dia ensolarado de verão, praticamente sem vento, é muito difícil acreditar que os arcos foram esculpidos pela ação da água e do gelo, combinada aos movimentos da camada de sal do subsolo.

O cenário aqui não é permanente. Os arcos vão sendo moldados gradativamente pelo efeito das temperaturas extremas e das mudanças climáticas, naturais de cada estação.

Nascem, ao serem esculpidos pela natureza. Crescem, ao terem suas formas intensificadas, lentamente. Um dia, com a erosão, morrem.

Há arcos partidos ou em forma de círculo. Arcos duplos ou pequenos arcos, dentro de arcada mais ampla. As rochas – sem arco e avermelhadas devido à concentração de ferro – assumem formas diversas, de objetos ou animais.

O rancho, preservado desde 1906, foi onde John Wesley Wolfe morou com o filho mais velho. Da janela admirava as formações ainda mais antigas, de 150 milhões de anos.

Imponentes dos dois lados do canyon, os paredões de rocha formaram uma espécie de avenida, turisticamente comparada à linha de arranha-céus de Nova Iorque.

As montanhas La Sal receberam o nome pela associação entre a neve e pilhas de sal, feita pelos espanhóis que exploravam a região.

Arches National Park, no estado americano de Utah, abriga a maior concentração de arcos naturais do país. São pelo menos 2.,5 mil. Para ser oficialmente catalogado como um arco, a abertura na rocha deve ter ao menos um metro de extensão, na mesma direção.

Serviço:

Parque Nacional dos Arcos

Localização: oito quilômetros ao norte de Moab, Utah.

Entrada: US$10 por veículo. Compre passe anual se for visitar vários parques, US$80.

Época: aberto o ano todo, primavera e outono são as melhores épocas. No verão reserve acomodação com antecedência.

Dica: está ao lado de Moab, meca dos esportes de aventura, principalmente mountain bike. Não deixe de alugar uma bicicleta ou contratar um tour. Há trilhas para todos os níveis e condições físicas. 


Teyuna: sagrada, perdida e escondida na selva da Colômbia (parte II)

Publicado em: 25/01/ 13
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Mil e duzentos degraus de pedra, irregulares, mas perfeitamente talhados, nos separam de Teyuna, a cidade sagrada dos Taironas, escondida na selva da Serra Nevada de Santa Marta, norte da Colômbia. Impressionante saber que o sítio arqueológico ficou por séculos isolado da civilização, desde seu abandono pelos índios, a partir do final do século XVI, até meados dos anos 70, sua descoberta oficial.

No quarto e mais difícil dia de caminhada acordamos no escuro, com os chamados dos guias baquianos, que reverberavam entre tendas, improvisados beliches e redes. A última hora de caminhada representa mais uma boa subida.

Cultura Tairona

A civilização Tairona imperava da costa caribenha até as altas montanhas da Serra, ocupadas desde há 1,8 mil anos. Os mais nobres, mais espiritualizados, ou melhores posicionados hierarquicamente habitavam espaços mais ao alto, isolados pela selva e, portanto, mais seguros. Não era necessária a construção de fortificações.

Com a dificuldade de acesso, ficaram preservados os dois quilômetros quadrados de construção, encontrados por camponeses em 1973, naturalmente após as visitas de alguns saqueadores. A área só foi aberta para caminhantes em 1981.

A entrada da cidade corresponde a uma antiga praça de mercado, onde outros indígenas praticavam escambo de alimentos e objetos. As casas, sempre em formato circular, com base de pedras, estavam mais acima. Um pouco apartado, o canteiro de trabalho e a oficina para moldar as pedras. A lápide com riscos brancos poderia representar a própria cidade ou ser uma carta hidrográfica, dos rios da região.

Para construir casas similares as de seus antecedentes, os índios Kógis usaram cana braba. No teto das cabanas, chamadas “bohios”, as duas pontas simbolizam os picos mais altos da Serra Nevada, atualmente conhecidos pelos nomes de Bolívar, o libertador, e Colón, o descobridor. Com 5.780 metros são as montanhas costeiras mais altas do mundo. Tanto as antigas vivendas Taironas, quanto as atuais cabanas Kógis, são purificadas com fogo, pelos Xamãs, antes de serem habitadas.

Os Taironas eram baixinhos, em torno de 1,60 metros, como também são os colombianos atualmente. Os degraus, igualmente pequenos, são difíceis de pisar para quem calça acima dos 40. As escadas também servem de proteção porque permitem acesso apenas de uma pessoa por vez, com pisar cauteloso.

Aventura real

Mata fechada, insetos e animais cercam Teyuna. Hoje o exército se esconde na selva, acampa no alto da Cidade Perdida e protege o movimento de mochileiros, em torno de 4,5 mil por ano. Felizmente pouco, pelas dificuldades do trajeto.

Oito visitantes foram sequestrados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs), em 2003 – israelenses, ingleses, um espanhol e uma alemã.

O bacana de um trekking como esse é que a aventura é real, o viajante tem que se adaptar ao cenário e corresponder. Nada é fabricado. É um passeio absolutamente não turístico, feito com guias pelas condições inóspitas e exigências do governo colombiano e dos próprios indígenas.

Não há acesso além da trilha, a estrutura é como a de um acampamento e o uso de helicópteros na região depende de autorização oficial. Ou seja, você está por sua conta, com apoio do grupo ao qual se unir.

Tomei algumas decisões. Banho, só com água do rio, sem shampoo ou sabonete. Banheiro na mata, ao invés da casinha de madeira fechada. A comida é igual para todos e a água, purificada com soluções ou pastilhas, por garantia. Há porcos de criação na região. Obviamente não há energia elétrica e muito menos sinal de celular. De alguns pontos é possível a comunicação por ondas de rádio.

O ritmo das passadas não importa muito, você precisa encontrar o seu. Se forçar demais, não vai aguentar. Se andar muito devagar, o corpo amolece. A caminhada pode ser feita em quatro, cinco ou seis dias, isso tampouco tem importância.

Cada qual deve buscar seu ponto de auto-superação e o tempo que decide ficar na floresta. Naturalmente um trekking ansioso exige muito, mais muito mesmo do viajante, além de limitar o contato com a selva, novo a cada dia. Há sete anos um senhor não aguentou o esforço e faleceu, após ataque cardíaco.

Nosso grupo voltou vitorioso, ainda que um pouco combalido: dois com forte gripe, dois com problemas nos joelhos e um no estômago. De minha parte, trouxe as costas impactadas para examinar em Santa Marta. Três mulheres, de diferentes idades, voltaram em cima de mulas, possíveis de alugar, a partir de certo ponto do percurso.

Serviço:

Época: prefira o verão, seco (dezembro a março).

Guias: há operadoras em Santa Marta ou Taganga, pontos mais próximos.

Peso: leve só o básico, não mais do que cinco kg de carga na mochila. Saco de dormir é útil.

Preparo: só decida fazer a trilha se estiver realmente preparado, com boa saúde e praticando exercícios regularmente.


Golpe cibernético em San Andrés

Publicado em: 31/12/ 12

Espero que este triste post sirva de alerta para viajantes e turistas que fazem reservas de hospedagem pela internet. Não há ambientes totalmente seguros. Em pleno paraíso caribenho, em San Andrés, na Colômbia, fui vítima de fraude de crime cibernético. E o que é o pior e mais preocupante: a reserva que fiz para passar o réveillon na ilha foi totalmente intermediada pelo site expedia.com, conhecido mundialmente e até então considerado confiável.

Há dois dias antes da virada do ano, não havia qualquer acomodação livre em San Andrés. Hostels, hotéis, albergues, tudo lotado. A única opção que encontrei foi o aluguel de um apartamento, oferecido pela empresa “asesores travel apartaments”. O nome estranho não despertou muita suspeita porque, além da expedia.com, aparece em referendados sites internacionais de pesquisa e reservas on line: tripadvisor e booking.com, além de outros sites colombianos.

Esta madrugada, a infeliz surpresa: o endereço indicado na reserva da expedia.com não existia. Encontrei outro endereço, indicado pelo tripadvisor. Também nada. Após conseguir contato por e-mail com o responsável pela suposta empresa, nova direção foi dada. Igualmente fraudulenta.

Ao efetuar o cancelamento do meu cartão de crédito, duas compras haviam sido efetuadas e outras tantas tinham sido recusadas. Decepcionante surpresa, que macula lugar tão bonito e povo tão gentil como o colombiano. É um alerta: você também pode ser enganado, pela internet, a qualquer momento. Por mais que pareça, nesta área não há ambientes totalmente seguros.

 


A Bogotá contemporânea (parte III)

Publicado em: 31/12/ 12
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A capital da Colômbia, à parte de toda a tradição e memória histórica, é uma grande metrópole, com quase oito milhões de habitantes. Cosmopolita, atrai visitantes de todo o mundo e também sabe oferecer luxo, conforto e sofisticação.

A zona norte abriga um efervescente centro financeiro, um aeroporto internacional, bairros residenciais de classe média e alta e diversos shoppings centers. Marcas de grifes mundiais estão emparelhadas na chamada zona “T’, enquanto que, perto dali, restaurantes e bares se concentram nas bem cuidadas zonas “g” e “rosa”.

Na área chique o que sobe o morro são os prédios de alto padrão, boa parte das vezes edificado com fachadas de tijolinho-à-vista. Depois de Londres, é a segunda cidade do mundo em construções do gênero.


A cidade colheu inspiração em Curitiba para organizar seu sistema de transporte coletivo, que cobre toda a área urbana, de norte a sul, de leste a oeste, e está conectado pelas estações-tubo. Considerado extremamente eficiente pelo município, é suficiente para o viajante que se desloca entre os diversos pontos de interesse, pagando COP 1.400,00 (R$1,75) e um pouquinho mais do que isso na hora do rush.

A Bogotá moderna tem grupos de policiais a cada esquina, exército nas estradas, patrulhamento com cães farejadores e uma incrível sensação de segurança. Apesar disso a delinquência reina em uma ilha que abarca pelo menos cinco quarteirões, em pleno centro histórico, e é dominada pelos narcotraficantes. À noite a região é vetada para cidadãos e totalmente proibitiva para viajantes, turistas ou estrangeiros. É realmente área de risco.

A moderna Bogotá reprime fortemente a violência, protege seus visitantes, mas ainda não conseguiu exterminar a pobreza e a desigualdade social, presentes em todos os países sul-americanos.

A Bogotá contemporânea fala ao celular, com a facilidade dos vendedores ambulantes de minutos de telefonia; protesta nas ruas e tem conexão “wi-fi” livre para os moradores, na área central. Os habitantes de Bogotá tem o privilégio de saborear cotidianamente um dos melhores cafés do planeta, em suas criativas variações e sabores.

A contemporânea Bogotá tem um dos mais fantásticos restaurantes/lanchonetes/cafés/áreas de convivência já frequentados por este viajante, decorado ao estilo “retrô”. Mais bacana que os belos ambientes “vintage” tão em moda atualmente no Brasil. O Andrés Carnes de Rés oferece a preços salgados todos os tipos deliciosos de lanches e refeições, nacionais e internacionais, e os serve para o desfrute do cliente em espaços diversificados e aconchegantes.

A capital da Colômbia, em síntese, é um importante centro urbano que merece ser visitado, experimentado, explorado, conhecido e vivenciado, em todas as suas vertentes. Com certeza você será muito bem recebido pelo cordial povo colombiano.

 


A preparação (final)

Publicado em: 21/11/ 12

 

PREPARAÇÃO 4 – OS DETALHES

 

Nunca deixe o varejo para a última hora, ele pode consumir um tempo tremendo e gerar muito desgaste dias ou horas antes da partida. Se isto acontecer, dou uma dica antes de bater o desespero. Faça um novo “check list”, de emergência, apenas com o que é essencial para a sua viagem. Exclua o que pode ser resolvido no retorno ou mesmo durante o trajeto e esqueça. Organize o check list com o tempo que vai dedicar para cada atividade emergencial. Ex: Das 15h às 18h arrumar a mochila, das 18h às 19h organizar documentos etc. Isso ajuda a aliviar a tensão e garantir que o essencial será feito.

Não estou carregando celular, como forma de comunicação, nesta expedição. Primeiro porque é caro, muito caro, falar pelo aparelho de um país para outro, pagando a conta no Brasil. Depois porque como estarei conectado, posso me comunicar por Skype ou outras ferramentas gratuitas. E, por final, porque não gostaria de estar em um ponto afastado do planeta e receber uma ligação telefônica. Sem graça, não é?

Sem dúvida uma grande expedição é feita de um sem número de detalhes e a preparação de tudo requer dedicação e cautela. Recomendo trabalhar uma relação inicial de tudo o que precisa ser feito, organizada por áreas: documentação e vistos; roteiro, pesquisa, guias e mapas; equipamentos; tecnologia e comunicação; saúde; orçamento e dinheiro; apoios e parcerias; assuntos domésticos.

Fiz o meu primeiro “check list” no final de junho e, ao longo de toda a preparação, recorri a ele frequentemente para encaixar as tarefas profissionais com as ações que poderiam ser realizadas antecipadamente. Mesmo assim muito ficou para a semana final e foi extremamente angustiante. Alguma coisa tive que deixar para trás

A documentação é um dos primeiros passos: passaporte, vistos e demais documentos. Optei por expedir a carteira internacional do albergue da juventude, considerando que farei uma viagem econômica. A permissão internacional para dirigir é recomendável, mas não obrigatória. Nas Américas, você pode alugar um carro com a carteira de motorista brasileira, se for o caso.

Acho que todo viajante, seja turístico ou aventureiro, deveria ter sempre três documentos atualizados: o passaporte, o visto americano e a vacina contra febre amarela. Já comentei em posts anteriores sobre saúde, roteiro e alguns outros temas da preparação.

Os equipamentos dependem muito do teu tipo de viagem. No meu caso fiz a opção natural de viajar o mais leve possível, transportando materiais básicos como saco de dormir, guias, medicamentos e roupas adequadas a qualquer clima e locar os itens específicos antes de cada atividade.

Hoje deixo aqui uma dica básica, que para mim parecia óbvia, mas que descobri que não é – a compra de moeda estrangeira. Muitos viajantes acham que essa transação é sempre igual, ou fixa. O conselho é negociar a cotação, sempre. Aqueles poucos centavos que você barganha na casa de câmbio pode significar muito dinheiro ao fechar a conta. Na minha primeira operação para esta expedição, o dólar era oferecido a R$ 2,21. Comprei por R$ 2,14 e obtive uma economia bem significativa.