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A EXPEDIÇÃO PELAS AMÉRICAS RELATADA EM LIVRO

Publicado em: 05/10/ 15

LITERATURA

Depois de dois anos de árduo trabalho, após o encerramento da expedição, lanço o livro “De Mochila pelas Américas – Histórias, Reflexões e Experiências”, dia 14 de outubro, na Fnac Curitiba. A obra é resultado de jornada solitária, por quase um ano, do sul do Peru ao norte do Alaska. Percorri povoados, desertos, vilarejos, praias, cânions, montanhas e grandes centros de 13 países, das três Américas. Geralmente por terra e por água, em sistema multimodal de transporte: de ônibus, trem, bicicleta, canoa, ferry boat, caiaque, de carona, a cavalo e a pé. Detalhes você encontra aqui no blog ou na leitura da publicação que, após o lançamento, estará disponível nas principais livrarias. A obra tem patrocínio da Itaipu Binacional.

SERVIÇO:

Lançamento: “De Mochila pelas Américas – Histórias, Reflexões e Experiências” (408 páginas, ilustrado)

Data: 14 de outubro; Local: Fnac Curitiba; Horário: a partir das 19h30.

Patrocínio: Itaipu Binacional

Editora: Literal Link

Projeto gráfico: Juliana Scheller


NOVA EXPO – GENTE DA AMÉRICA LATINA

Publicado em: 24/06/ 15

A foto é dos pescadores da Ilha de Janitiza, em Michoacán, no México. É uma das imagens da exposição “Gente da América Latina”, abrigada no @Centro Cultural da Espanha, a partir desta sexta-feira (29/06).

Janitiza é uma das nove ilhas do Lago de Pátzcuaro, lugar habitado basicamente por famílias de descendência indígena. A mostra é aberta ao público em geral, com entrada gratuita, até o dia 28 de agosto. O Centro fica à rua Dr. Faivre, 93, no centro de Curitiba. A exposição de fotos já foi vista por milhares de pessoas, desde sua exibição no @ParkShoppingBarigui, em outubro do ano passado.


De Mochila pelas Américas na RPC

Publicado em: 15/05/ 15


 

ESTÚDIO C

Atualizado em 05/05/2015 10h06

‘Comunhão total com a natureza’, diz Ike Weber sobre encontro com urso

O jornalista foi um dos convidados do Estúdio C no último sábado (02/05)

Jéssica CarvalhoRPC

Ike Weker falou sobre chutar o balde no Estúdio C (Foto: Priscila Fiedler/RPC)
Ike Weker falou sobre chutar o balde no Estúdio C (Foto: Priscila Fiedler/RPC)

Não há personagem melhor para falar sobre chutar o balde, tema do Estúdio C que foi ao ar no último sábado (2), que o jornalista Ike Weber. Em 2012, ele era diretor de comunicação da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), mas resolveu pedir demissão e viajar durante 10 meses e meio pelas Américas.

O viajante conheceu 13 países das 3 Américas (Foto: Arquivo pessoal)
O viajante conheceu 13 países das 3 Américas (Foto: Arquivo pessoal)

Sua viagem, que era um sonho antigo, acabou virando uma expedição jornalística, cultural e de aventura. Com pouco dinheiro, ele percorreu 13 países e registrou tudo no blog “De mochila pelas Américas”, na Gazeta do Povo.

Antes da gravação do Estúdio C, nos bastidores, ele relembrou 3 histórias marcantes que viveu no período. Uma das melhores foi a trilha que fez no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos: “Comecei às 14h. Como era verão, o sol se punha perto das 21h. Lá pelas 20h, perdi a trilha e acabei me deparando com um urso negro, que estava a 800 metros de mim. Ele viu que eu não apresentava ameaça, então pude fotografá-lo e tudo mais. Foi um momento de comunhão total com a natureza.”

Encontro com urso negro deixou Ike emocionado (Foto: Arquivo pessoal)
Encontro com urso negro deixou Ike emocionado (Foto: Arquivo pessoal)

No Alasca, ele presenciou algo inusitado: “Estava hospedado num hostel e vi o gerente do estabelecimento dando entrevista para um telejornal local. Descobri que um dia antes, o dono havia sido preso pelo FBI porque estava promovendo excursões de cunho sexual para o Camboja. Foi inacreditável.”

 Já na Colômbia, passou por sua maior dificuldade. “Resolvi fazer uma caminhada de 6 dias pela selva, até a Cidade Perdida. Na volta, comecei a sentir coceira, então tomei um banho de álcool e fui para outra cidade, já que lá não tinha assistência médica. Dois dias depois, consegui acionar o Seguro Saúde e descobri que estava com varicela”, relatou.

Três dias sem sol e alguns remédios mais tarde, ele pode continuar viajando, mas o curioso é que ficou aliviado. “Achei que fosse sarna”, disse, rindo. Esta história também foi contada no Estúdio C.


Gente das Américas

Publicado em: 12/10/ 14

Exposição Fotográfica

Imagens das comunidades e dos povos das três Américas estão expostas até o dia 26 de outubro no Park Shopping Barigui, em Curitiba. Ao todo são 32 fotos que retratam a forma de vida de pequenas povoados, tradições e também o cotidiano de grandes cidades de países como Peru, Chile, Argentina, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, El Salvador, Guatemala, México e Estados Unidos. O trabalho é resultado da expedição, jornalística, cultural e de aventura De Mochila pelas Américas, que começou no sul do Peru, em novembro de 2012, e só terminou no final do ano passado, no centro-norte do Alaska. A exposição, gratuita e aberta ao público, tem patrocínio da Itaipu Binacional e apoio do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP).

 


Das Américas para a sala de aula

Publicado em: 25/08/ 14

Imagem parceria Positivo

Palestras do viajante

O jornalista e viajante, Ike Weber, fechou parceria com a Editora Positivo para contar para professores e diretores de escolas de todo o Brasil sobre a expedição De Mochila pelas Américas. Serão 11 palestras, com foco na importância do empreendedorismo para a formação dos jovens e da inovação na sala de aula. Ike percorreu 13 países, das três Américas, durante pouco mais de 10 meses, sozinho, apenas com uma mochila (leia mais neste blog). A expedição do Peru ao Alaska foi toda realizada por terra e por água, por lugares inóspitos, povoados e grandes cidades. O roteiro começa neste dia 25 de agosto e termina no final de setembro. É uma iniciativa do projeto “Conquista – Solução Educacional Positivo”.


Quanto maior o risco, maior a recompensa

Publicado em: 23/07/ 14

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ARTIGO

(Publicado na Gazeta do Povo, em junho/14)

A vida é um risco. Desde a infância somos obrigados a lidar com desafios e superações em nossas trajetórias pessoais e profissionais. Aprendi isso ao longo da minha existência e, mais profundamente, no ano passado, ao viajar do sul do Peru ao Alasca sozinho, apenas de mochila às costas, por terra e por água, em uma expedição que superou dez meses. A realização do sonho de adolescência refletiu diretamente no amadurecimento pessoal e na minha visão sobre o mundo corporativo. O período de isolamento permitiu vivenciar a fundo a cultura de 13 países das três Américas e trouxe a certeza de que, em nossas escolhas, quanto maior o risco assumido, maior será a recompensa.

Com 25 anos de carreira como jornalista e executivo de comunicação, sou exemplo dessa premissa. Deixei uma posição de projeção e status como diretor de Comunicação da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) para me lançar em um projeto pessoal, que ganhou contornos profissionais. Largando uma vida sólida e segura, arriscando laços afetivos e familiares, lancei-me ao mundo, apenas com planejamento básico e sem ideia do que viria pela frente, ou de como seria a volta. Um risco.

A recompensa? Realizei o melhor empreendimento da minha vida. Empreendimento e não experiência, porque a expedição se assemelha a uma organização. É possível traçar paralelos com o mundo corporativo sob várias óticas: planejamento, superação, inovação, cooperação, adaptabilidade e orçamento. Abordei esses temas em palestra recente no 1º Congresso Regional de Crédito de Curitiba.

Quanto maior a corporação, mais detalhado e antecipado o planejamento, geralmente com objetivos otimistas, que nem sempre correspondem à realidade. Porém, nem todas as variáveis são controláveis, mesmo em análises realistas e ponderadas. Nem sequer o mais detalhado planejamento prevê crises. É preciso aprender a contornar, a superar.

Esse é um exercício constante em uma expedição. Só de deslocamentos foram 530 horas ininterruptas, ou 22 dias em circulação. Como planejar em detalhes? É preciso também experimentar a magia do não planejamento, que me fez chegar a lugares escondidos e a desfrutar vivências estimulantes na Colômbia, em El Salvador ou no México. O excesso de racionalidade e de convencionalismo assassina nossos sonhos.

Decisão é fundamental. Define nosso rumo, guia a jornada. Na vida ou em uma empresa, a melhor decisão é a tomada. O pior é não decidir. Se a escolha inicial não foi a ideal, podemos buscar outro caminho, ousar ou ser criativos e flexíveis.

Essencial também é a adaptabilidade – na empresa ou na expedição. Na viagem, passei por 125 acomodações diferentes: hostels, pousadas, barracas, pequenos hotéis, motéis, cabanas, albergues diversos, sem contar noites em transporte público ou em barcos. A ambientação é sempre mais fácil com colaboração – ponto fundamental para empresas e nem sempre encontrada no trabalho. Normalmente, a competitividade está mais presente.

Em uma viagem, o melhor apoio e as melhores fontes de informação são outros viajantes. Ou seja, pessoas. Circular pelo mundo é compreender ainda mais a importância do trabalho em equipe. Empresas são feitas de pessoas, criadas para participar, interagir, respeitar e colaborar.

Ike Weber, jornalista, viajante e executivo de comunicação.

 


A EXPEDIÇÃO E A GESTÃO DE RISCO

Publicado em: 14/05/ 14


Aventura pelas Américas

Publicado em: 06/12/ 13

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(Matéria publicada no jornal Gazeta do Povo. Texto e fotos: Ike Weber)

Tomar banho até de álcool, comer pouco e caminhar muito, com mochilas carregadas às costas. Experimentar a vida real e a cultura genuína de comunidades exóticas, conviver com povos indígenas e se deslumbrar com paisagens magníficas. Assim foi De Mochila pelas Américas, uma expedição jornalística, cultural e de aventura que, em pouco mais de 10 meses, percorreu 12 países do continente americano.

O jornalista e aventureiro, Ike Weber, viajou sozinho, por terra e por água, do sul do Peru ao Alaska e regressou percorrendo regiões do Chile e da Argentina. A jornada, que começou em novembro do ano passado, terminou esta semana.

Só de deslocamentos foram 585 horas, o equivalente a praticamente 25 dias ininterruptos, em sistema multimodal de transporte: de ônibus, trem, moto e bicicleta. Cavalgando encostas e subindo montanhas. Navegando por rios, lagos, geleiras e mares, de canoa, caiaque, ferry boat ou barco a motor. Dirigindo em rodovias cênicas, desbravando onde não havia estradas e pegando carona.

Foi uma peregrinação por todo o tipo de ambiente urbano e natural, paisagens e acidentes geográficos. O viajante explorou cânions, desertos e selvas; visitou povoados esquecidos pelo desenvolvimento e capitais cosmopolitas; relaxou em praias, rios e baías; escalou montanhas e caminhou ao longo de geleiras. Experimentou elástica amplitude térmica, no decorrer da peregrinação – de áreas geladas, com temperaturas abaixo de 0 C, até regiões de calor extremo, ao redor de 45 C.

A opção foi por desvendar de maneira profunda cada região visitada, o que exigiu de 25 a 30 dias em cada país latino e no Alaska. Para cruzar os Estados Unidos de sul ao norte, sem pressa, pelo velho oeste, o viajante precisou de 45 dias.

A diversidade cultural dos povos e as diferenças no nível de desenvolvimento dos países, permitiu perceber desde a miséria e o sofrimento de países como o Peru (América do Sul), El Salvador e Nicarágua (América Central) à segurança e opulência dos Estados Unidos, realidade mesmo após crise internacional.

A jornada não foi uma viagem de férias ou roteiro turístico, mas sim um trajeto de exploração, de cotidiano econômico e hábitos simples, com refeições, transporte e acomodações singelas. A estada variou geralmente entre hostels – onde o dormitório, banheiro e cozinha são compartilhados -, hotéis espartanos, hospedarias ou pousadas. Algumas noites foram mesmo dentro de ônibus, em barracas ou cabanas de madeira. Exatamente 125 diferentes acomodações, para 307 períodos de sono.

Pelo fato de ser viagem de longa duração, tarefas cotidianas precisaram ser absorvidas, solucionadas ou executadas pelo aventureiro, como a lavagem e a reparação de roupas, as compras de mercado e a preparação de refeições, além do controle de despesas fixas no Brasil e o pagamento de contas.

A atenção com a segurança pessoal permeou boa parte da viagem, especialmente no trajeto das Américas do Sul, Central e do México. As ameaças variavam entre sequestro de viajantes em corridas de táxi, possibilidades de assaltos à mão armada e os riscos naturais, em lugares inóspitos e distantes.

Os desafios foram também provocados, com a prática de esportes radicais e de aventura. Adepto da adrenalina, o aventureiro distribuiu as atividades: montanhismo (Peru); camping e trekking selvagem (Colômbia); “deep board” e escalada (Panamá); vulcanismo e motociclismo (Nicarágua); tirolesa e “parasail” (Costa Rica); cavalgada (México) “mountain bike” e “rafting” (EUA); caiaque (Alaska) e “hiking” em todos os lugares percorridos.

Vínculos passageiros foram estabelecidos e novas amizades, internacionais, iniciadas. Sonho realizado. A trajetória sem planejamento fixo, sem o “último dia de viagem”, livre das proibições impostas pelo limite de tempo, chegou ao fim. O viajante teve que retornar para casa, gratificado, carregando inédita e rica experiência e ainda saboreando a sensação ampla de liberdade. Está nove quilos mais leve.

Histórias de um viajante

Uma expedição de quase um ano de duração permite desenvolver ou exercitar valores como a adaptabilidade e a flexibilidade, além de contabilizar histórias que vão muito mais longe do que a simples diversão e o enriquecimento cultural permitido pela arquitetura, tradições, museus, folclores e culinária de cada país.

A ousadia de uma longa jornada oferece possibilidades diferentes, vivências prazerosas e perigosas, situações cômicas e desagradáveis. Pelo caminho da alegria ou do sofrimento, sempre enriquece a vida do viajante.

Atormentado pelos comichões que não lhe abandonavam o corpo, o jornalista despertou agitado em uma madrugada na Colômbia, após um trekking de uma semana pela selva, onde dormiu em rede e estabeleceu contato com índios da região. Fustigado pela coceira, não hesitou em correr para o banheiro e despejar quase um litro de álcool pelo corpo. Sarna?, pensou. No dia seguinte, atendido às pressas pelo médico, a constatação: havia contraído doença de criança, a varicela.

Positivamente surpreso ficou o viajante quando desceu do ônibus interno no Parque Nacional de Denali, no Alaska, para uma caminhada na floresta de tundra, sem trilhas demarcadas. Do alto de uma montanha avistou um urso cinzento, com dois filhotes. Ávido pelo contato com a vida selvagem, arriscou. Apenas com a câmera fotográfica em punho seguiu lentamente na direção dos animais. Chegou a 500 metros da família que se alimentava de frutos silvestres. Era como viver dentro de um filme, só a natureza, os animais soltos e o risco de ataque.

Experiência mais estafante o andarilho enfrentou no Equador. Seguro de que o motorista iria se lembrar de avisá-lo para descer, relaxou no ônibus, trajeto noturno entre dois povoados. Ao notar que a duração prevista para a viagem já havia terminado, há algum tempo, resolveu questionar. O motorista se confundiu e desembarcou o aventureiro em um ponto parecido. Única diferença foi que era no meio da imensidão e escuridão dos vulcões equatorianos. Nenhuma acomodação, nenhuma luz, nenhuma comida nas proximidades. A caminhada para lugar algum foi finalizada com sorte.  O jornalista encontrou hotelzinho de beira de estrada para passar a noite e retomar o trajeto na manhã seguinte.

Ike Weber é jornalista, viajante e fotógrafo. 

 O projeto teve o patrocínio do Colégio Sesi e do Grupo Schultz/Vital Card e apoio de divulgação da rádio CBN Curitiba e do jornal Gazeta do Povo.


Cenas de uma vitória (II)

Publicado em: 22/09/ 13

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Agradecimento do viajante (agora sim, pessoal, é o fim deste sonho)

A expedição De Mochila pelas Américas termina esta semana, com descobertas no Rio Grande do Sul. Já escutou algo sobre Mostardas? É povoado-base para percorrer o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, área de preservação, sem estrutura turística ou centro de visitantes. É dos mais importantes refúgios de aves migratórias da América do Sul, recebe espécies de ambos os hemisférios. Para explorar a região é preciso de um 4 x 4 ou de muita ousadia. É onde finalizo a jornada, a bordo de um Novo Uno.

Acabo de completar 10 meses de viagem. Antes de encerrar, deixo registrado aqui alguns agradecimentos. Começo pelos meus patrocinadores, que deram suporte para este empreendimento. O Colégio Sesi – com o qual mobilizamos milhares de estudantes de segundo grau, em oficinas de aprendizado – e o Grupo Schultz/Vital Card.

Agradeço à Rádio CBN Curitiba, grande parceira de divulgação, que registrou a jornada com entrevistas ao vivo, ao longo do percurso, e ao jornal Gazeta do Povo, que abrigou o blog em sua página na internet. Assim como a todos os veículos de imprensa, jornalistas e colaboradores, de Curitiba e do interior, que publicaram a respeito desta trajetória.

Gostaria de agradecer especialmente a você, leitor, amigo, colega, colaborador, participante indireto desses momentos. Tudo aqui postado, documentado em imagens ou em textos, sempre teve como objetivo chegar a você, para levar alguma inspiração e compartilhar experiências, histórias e informações. Este blog não teria sentido sem a sua leitura, a sua curtida e os seus comentários.

Agradeço aos meus verdadeiros amigos e familiares, que se mantiveram em contato comigo, na torcida por este grande sucesso. Agora sei ainda mais quem são essas pessoas e o que representam na minha vida. Assim como sou grato aos que me receberam, acolheram e apoiaram ao longo deste caminho, em cada país visitado.

Ao final, o agradecimento mais importante: a minha esposa, a designer gráfica Juliana Scheller, que compreendeu a importância deste sonho e soube esperar (im)pacientemente pelo meu regresso. Ela é também a responsável pela identidade visual da expedição.

Nesses últimos dias a viagem será registrada apenas no twitter – @ikeweber. Continue acompanhando, participando.

A expedição De Mochila pelas Américas termina. O sonho se concretiza. A vontade de seguir sonhando e realizando continua. Sempre. Muito obrigado.

 

Ike Weber


Cenas de uma vitória (I)

Publicado em: 15/09/ 13

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Despedida do viajante (péra, pessoal, ainda não acabou…)

Eu consegui!

Cumpri minha jornada, realizei minha peregrinação. Viajei por 10 países/regiões das três Américas, sozinho, por terra, em uma expedição jornalística, cultural e de aventura.

Trafeguei de ônibus, trem e de moto. Singrei águas geladas do Alaska e naveguei por rios, baixo calor escaldante da Nicarágua ou de chuva inclemente na Costa Rica.

Remei junto a geleiras e descendo corredeiras. Pedalei nas mais famosas trilhas de mountain bike do mundo. Circulei de ferry, canoa e barco a motor.

Cavalguei encostas montanhosas no México. Dirigi por rodovias cênicas, nos Estados Unidos, e passei por onde não havia estradas, ao longo do caminho. Peguei carona nas Américas Central e do Sul.

Descobri e explorei todo tipo de ambiente natural: montanhas, praias, baías, geleiras, desertos, cânions, lagos, rios, selvas. Passei frio e calor. Enfrentei sol, neve, ventos e tempestade de areia. Visitei capitais, cidades, povoados e lugarejos.

Abriguei-me em 120 acomodações diferentes, dos mais variados tipos, de barraca a hotéis.

Foram 552 horas de viagem até agora, o equivalente a 23 dias ininterruptos. Ainda não contabilizei os quilômetros, o que farei já na volta ao Brasil, depois de percorrer mais um ou dois países sul-americanos. Mas já adianto que foram milhares – por terra, água e, quando não era possível, por ar.

Conheci pessoas, talvez tenha iniciado vínculos, fiz amizades. Foram espanhóis, austríacos, alemães, peruanos, canadenses, americanos, mexicanos, chineses, ingleses, salvadorenhos, australianos, franceses, colombianos, suíços, ucranianos.

Ri, sorri, sofri e superei. Diverti-me, irritei-me e surpreendi-me. Alegrei-me e chorei.  De emoção.

Pratiquei esportes de aventura: rafting, escalada, cavalgada, mountain bike, parasail, hiking, trekking, camping, snorkeling, tirolesa e até descida de vulcão, em prancha.

E caminhei.

Caminhei muito, em todos os países. Para me maravilhar com paisagens naturais e tesouros culturais. Para avançar profundamente na natureza selvagem. Para conhecer comunidades urbanas, rurais, de praia e de montanha.

Caminhei para aprender e refletir. Para mudar, porque nada é estático, fixo, definitivo. Caminhei para longe. Caminhei para perto de mim.

Caminhei para me perder e para me encontrar.

Você acompanhou boa parte desta caminhada. Com a coletânea de imagens acima poderá rememorar alguns momentos, comprovar e até se divertir com a transformação física do viajante.

A mudança interna é íntima, talvez demonstrada futuramente em contatos ou relacionamentos. A bagagem volta mais leve. Ou mais repleta, dependendo da ótica.

Se fosse experimentar tudo o que passei nos últimos meses, apenas em viagens de férias, levaria pelo menos uma década.

Cumpri um objetivo. Atingi uma meta pessoal. Realizei um dos meus muitos sonhos. Para poder continuar a sonhar.

 

Ike Weber