De Mochila pelas Américas

Engenharia e Coragem

em 4 fevereiro, 2013

Canal 1
Canal 2
Canal 3
Canal 4
Canal 5
Canal 6
Canal 7
Canal 8
Canal 9
Canal 10


Uma só comporta do Canal do Panamá pode pesar até 700 toneladas, o equivalente ao peso de 300 elefantes. O Canal opera com 40 pares delas, fabricadas na Pensilvânia/EUA, e colocadas nos três jogos de eclusas, responsáveis por elevar as embarcações e assim permitir a navegação mais curta entre o Atlântico e o Pacífico.

O atalho marítimo que atravessa um dos pontos mais estreitos do continente americano movimenta 5% do comércio mundial. A tarifa de navegação varia, conforme o porte do navio, mas um cargueiro de grandes dimensões é obrigado a pagar entre US$ 300 e US$ 400 mil (R$588 mil a R$784 mil) para fazer a travessia de oito a 10 horas de duração e 80 quilômetros de distância.

Uma fortuna comparada à tarifa mais baixa paga desde o início da operação do Canal, em 1914. O aventureiro americano Richard Halliburton desembolsou US$ 0,36 (R$0,70), em 1928, para cruzar o istmo, a nado.

As eclusas funcionam como elevadores de água que levantam navios e barcos até o nível do Lago Gatún, a 26 metros acima do mar, permitem o deslocamento pela Cordilheira Central e os baixam do outro lado do istmo.

A vontade de construir uma ligação entre os dois oceanos é tão antiga quanto o descobrimento da América. Os primeiros planos surgiram em 1529 e, no século XVII, já se falava que seria a chave de dominação do comércio marítimo internacional.

Os franceses foram os primeiros a tentar, de fato, a empreitada, em 1880. A malária e a febre amarela dizimaram milhares de trabalhadores. Depois de tentativas e planos frustrados, o governo panamenho pactuou com o governo americano a construção do canal e a obra foi entregue.

A dominação americana durou até 1999, quando o Panamá assumiu o gerenciamento e a operação da estreita via, que permite a passagem de dois navios por vez.

Agora já atua na ampliação, com a construção de duas novas eclusas que vão possibilitar a passagem de navios maiores do que 32 metros de largura, como o permitido atualmente.

Uma obra grandiosa

  • A marca de 1 milhão de trânsitos de embarcações foi atingida em 2010;
  • São necessários 100 milhões de litros de água para encher cada câmera, onde os navios são elevados;
  • A perfuração realizada para a construção poderia atravessar o planeta e ultrapassá-lo em 900 km;
  • Pelo menos 22 mil trabalhadores morreram durante a construção;
  • Foram apresentados 14 projetos para a construção do atalho marítimo, em 1879.

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