Ilhas Ballestas (parte 2)

Publicado em: 04/12/ 12

 

Ballestas 1
Ballestas 2
Ballestas 3
Ballestas 4
Ballestas 5
Ballestas 6
Ballestas 7
Ballestas 8
Ballestas 9
Ballestas 10

Apelidada preconceituosamente por alguns viajantes de “Galápagos dos pobres”, pela similaridade com as ilhas pertencentes ao Equador, Paracas é um oásis na costa desértica. A água doce que brota no subsolo alimenta e expande alguma quantidade verde. Os animais, aves e as espécies marinhas encontram na região farto alimento e clima propício. A natureza se autossustenta e preserva.

A mesma natureza gera riquezas. Tanto que o guano, excremento das aves, forte adubo utilizado pelos Incas, era exportado para a Europa, em meados do século XIX. No deserto, a “carretera de sal” conduz às salinas que funcionam há um século na região e enviam o tempero/conservante para o Alaska e Canadá.

A areia, ao lado da pista, preserva como fósseis alguns dos primeiros organismos da região, os caracóis, datados de 36 milhões de anos. A mais abundante vida atual está na Reserva Nacional, em suas versões marinha e terrestre.

No oceano, são as chamadas Ilhas Ballestas, nome extraído dos antigos arcos com gatilho, da Idade Média, em português conhecidos como “bestas”. Trinta minutos de lancha e se pode avistar centenas de aves, das oito espécies residentes e dezenas de outras, migratórias.

Para nós, as absolutamente menos comuns: os pinguins de Humboldt, nome originário do geógrafo e explorador alemão e, consequentemente da estudada corrente marítima, e os majestosos pelicanos. Fortes e incríveis nadadores, os leões-marinhos se acasalam, caçam e descansam no arquipélago, composto por três ilhas.

A figura do candelabro, que na foto você vê desenhado na areia, está situada um pouco antes das Ballestas e encerra os mesmos mistérios das famosas linhas de Nazca. Teorias divergem sobre o traçado que poderia ser recente, dos últimos 200 anos; da época pré-inca ou de origem extraterrestre. Riscado na areia, com profundidade de 60 centímetros, tem escavação mais profunda do que as linhas. Voltado para o norte, fica abrigado dos ventos, e nunca se apaga.


5 Comentários

  1. Ju Scheller disse:

    Nossa…. Essas fotos estão lindas heim…. Daqui a pouco o pessoal da National Geographics te descobre!

  2. Aline Eduarda Besen disse:

    Oie Ike, tudo bem?
    Apresentamos em geografia, sobre os aspectos físicos dos lugares dos quais você tem passado.
    Todos ficamos maravilhados com a diversidade de aves que esse lugar abriga… Sem falar no riscado na areia, como pode ela nunca se apagar! Isso é fantástico. Seria muito legal se um dia pudéssemos fazer uma analise nesses caracóis, quantos diferentes não acharíamos…. Eu adoraria kapksopa
    Estou curtindo mt mt mt td a sua viagem Ike!
    Abraços Aline

  3. rafael disse:

    você chegou a passar em Machu Picchu ?? me conte como foi ?

    • ikeweber disse:

      Rafael,

      Estive em Macchu Picchu sim, mas em outra ocasião, há bastante tempo atrás. Foi nos anos 80, num mochilão pela Bolívia e Peru.

      Incrível porque era uma época mais difícil para este roteiro. Peguei o trem da morte, atravessei os dois países por terra, até Cuzco.

      Em Cuzco fui atropelado e na subida para Macchu Picchu tentaram me roubar, mas não conseguiram.

      O lugar é lindo, vi que hoje estão controlando o acesso, de tanta gente que visita. Mas na década de 80 não, era tranquilo, uma paz e um silêncio arrebatadores.

      Na expedição De Mochila pelas Américas meu trajeto foi diferente, de Arequipa subindo pelo centro do país.

      Abço, Ike.


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