LIVRO DE MOCHILA PELAS AMÉRICAS

O encontro solitário com um urso negro, em floresta dos Estados Unidos, e a observação de uma família inteira de ursos marrons, na vegetação de tundra do Alaska. O difícil momento ao se descobrir contaminado por varicela, depois de um longo trekking pelas selvas da Colômbia. Situações de “bullying” na Nicarágua e de perigo na fronteira do Peru com o Equador. As chocantes histórias das guerrilhas e das gangues, em El Salvador, e das extorsões e do narcotráfico, no México. A surpresa ao se encontrar em meio a uma investigação do FBI, em um estranho albergue do Alaska.

Passagens de uma jornada de quase um ano pelas três Américas, relatadas com intensidade, energia e bom humor pelo jornalista e viajante, Ike Weber, e muitas vezes entremeadas por pensamentos e reflexões de vida. O autor largou uma posição elevada e rentável de quase uma década como executivo de Comunicação para percorrer a fundo povoados, metrópoles e todo tipo de cenário natural, do sul do Peru ao norte do Alaska.

Seguiu sozinho, apenas de mochila, por terra e por água, em sistema multimodal de transporte: de ônibus, de carona, a cavalo, de bicicleta, de caiaque, ferry boat, canoa e a pé, em longas caminhadas. Um sonho de infância transformado em um projeto pessoal e profissional, agora compartilhado nesta obra.

RESENHA DO ATOR E DIRETOR, GUILHERME WEBER

A nostalgia da aventura. Este talvez seja o traço definitivo do homem contemporâneo. Crescemos com esta saudade. Mas, de alguma maneira, ler sobre viagens nos faz reconhecer o herói que temos dentro de nós e assim acalmamos um pouco esta ferida. Este livro é o relato de uma destas aventuras que um dia todos nós sonhamos em fazer. É também o relato da concretização de um sonho, definitivamente a maior aventura pela qual um homem pode passar.

Das jornadas de cavaleiros até tesouros piratas, as narrativas de viagens e aventuras sempre fascinaram meu irmão e geraram um espírito desbravador, aventureiro e humanista. Jornalista e viajante seriam títulos inevitáveis para aquele garoto.

O filósofo Giorgio Agamben lembra que a palavra “aventure” designa tanto a situação pela qual passamos como o relato de nossa experiência. A aventura, então, só se torna realmente nossa quando conseguimos incorporá-la à nossa história. Em palavras simples, a aventura é boa quando merece ser narrada.

Um dia, Ike resolveu fechar seus livros de aventuras e construir sua própria mitologia. Agora, todos podem viajar com ele. De um caminho como esse se volta mais maduro e com uma melhor visão do mundo. Ao final, só nos resta agradecer ao autor por tudo que passou por nós.

Este livro não tem apenas cheiro de celulose e tinta. Sinta. Tem cheiro de mar, de poeira, de mato, de pneus e de comida. Ganhe suas páginas e boa jornada.