De Mochila pelas Américas

Maravilhas do Alaska

em 2 setembro, 2013

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Descrição do Viajante

O Alaska é uma região de extremos. De beleza, natureza e de vida selvagem. De desafios, aventura, rudeza e dificuldades. São duas facetas bravias. Ambas, inóspitas.

Há momentos de grande superação para o viajante, ao ter que enfrentar, ensopado, temperaturas baixas, mesmo no verão, sem roupas ou equipamentos adequados. Remar por milhas debaixo de chuva, sentindo o frio ácido dos glaciares a congelar a ponta dos dedos e deslizar por todo o corpo. Ou passar horas em trilha pesada, longa e úmida caminhada ao topo das montanhas.

A mínima temperatura registrada na história do Alaska foi de 62 C negativos. Uma inesperada queda na água abre a contagem para o processo hipotérmico em apenas oito minutos.

Em outros instantes, o lugar desabrocha em beleza e permite o desfrute de indescritíveis cenários, a vivência de estupendas experiências, como admirar a cauda de uma baleia sendo engolida pelas águas do oceano, ou o seu corcovear gigantesco, em direção ao barco. Observar os lentos movimentos do alce enquanto se alimenta da abundante vegetação.

A última fronteira exibe distintos tipos de glaciares que desbarrancam a todo instante. Algumas geleiras são como jardins suspensos na rocha. Outras rugem antes de derramar a beleza dentro da água. Uma pelagem verde cobre a montanha que nunca congela. De caiaque, por vezes a pá do remo cava os blocos de gelo flutuante. São pedras brancas, azuis ou cristalinas.

Golfinhos, em preto e branco, voam no oceano, a velocidade de 65 quilômetros por hora. Peixes saltam, corpo inteiro acima da água. Alguns pássaros conseguem mergulhar a quase 200 metros de profundidade para pescar. Águias americanas, mais de dois metros de envergadura, espreitam a caça.

A sensação é de adentrar o universo de “Mar em Fúria”, ao comer algo simples no restaurante de madeira, enquanto o mar soca a praia de pedras, berram as gaivotas e outros tipos barbudos circulam a agendar pescarias para o dia seguinte. Barcos dormem ancorados aos pés de montes com os picos eternamente nevados.

O verão se prepara para zarpar. Alimentadas, as baleias vão seguir rumo ao Hawaii e à costa do Pacífico.

 

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