De Mochila pelas Américas

O cotidiano de um centro histórico

em 6 junho, 2013

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Experiência do viajante

Morelia é uma cidade tão acolhedora que o primeiro vice-rei da Espanha encorajava a nobreza a se mudar para o México com as famílias.

Situada sobre um platô, com montanhas ao longe, não é infernalmente quente como as cidades coloniais de Granada e León, na Nicarágua, ou Cartagena, na Colômbia. Mesmo na boca do verão.

A arquitetura barroca dos séculos XVI e XVII foi materializada nas construções com pedra canteira, proveniente de cinzas vulcânicas e de tonalidade rosada.

Nos elegantes prédios históricos, o comércio se acomoda garbosamente. Criou seus eixos de especialização nas ruas de calçamento antigo. Os supermercados deixaram o espaço livre para as pequenas, funcionais e mais caras lojas de conveniência.

As casas se esparramam pelas ruas que ziguezagueiam colina abaixo, nas direções norte e sul. E perdem as características históricas à medida que se afastam do coração da cidade.

A cidade espichou. O charme prevaleceu.

O antigo aqueduto, construído inicialmente em madeira, foi reformado e mantém preservada sua estrutura com mais de duas centenas de arcos. As escolas se adaptaram, satisfeitas, aos casarões que contam mais do que o ensinado em salas de aula.

A modernidade soube conviver com o tradicional.

Marcas famosas, instituições governamentais e serviços bancários se adequaram às construções de mais de um século. O antigo convento franciscano abriu as portas para expor o artesanato de todas as regiões do México.

Difícil imaginar uma edificação de destaque junto a tanta majestosidade. A Catedral preenche os requisitos e ocupa o espaço. Brilha. Ainda mais nos espetáculos de iluminação cênica e fogos de artifício, aos sábados à noite.

A encantadora e diversificada Morelia também é a cidade dos doces.

Apresentados em cores, nas barraquinhas do mercado de artesanato. As taquerias servem comida simples, saborosa e acondimentada por apenas cinco reais.

O transporte coletivo opera em vans, kombis ou veículos adequados à estrutura antiga. Já a publicidade ocupou seu espaço, sem pedir licença à antiguidade.

Prostitutas batem ponto apoiadas nos muros de pedra dos casarios. As ruas são seguras, inclusive à noite. Salas de cinema modernas e confortáveis oferecem a preços atraentes os lançamentos comerciais do circuito Hollywoodiano.

A banda de música ensaia na praça. Os meninos, perfilados em “escadinha”, afinam os trompetes.

Os habitantes da cidade prestigiam os tesouros, orgulhosos de sua cultura. Os moradores locais são maioria absoluta entre os que visitam a casa onde nasceu José Maria Morelos Y Pavón, um dos pilares da independência mexicana.

O herói nacional que emprestou o sobrenome para rebatizar uma das primeiras cidades da Nova Espanha, é reverenciado em Morelia.Nas ruas, aparece estampado ao lado de símbolos de modernidade e desenvolvimento. É rei na capital de Michoacán.

Os portais circundam a Plaza de Armas, como queria o Rei Felipe II, ao estabelecer o traçado das cidades hispano-americanas. A cidade é Patrimônio Mundial da Humanidade, declarado pela Unesco em 1991.

Sim, em Morelia é possível se sentir na Europa.

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