De Mochila pelas Américas

Paracas é bacana pacas! (parte 1)

em 4 dezembro, 2012

Paracas 1
Paracas 2
Paracas 3
Paracas 4
Paracas 5
Paracas 6
Paracas 7
Paracas 8
Paracas 9
Paracas 10

O nome, do quéchua, significa PARA (chuva) + ACCA (areia) = chuva ou tempestade de areia. Isso não quer dizer que aqui chove muito, pelo contrário, nunca chove. É que venta muito e estamos na costa desértica, cercados por montanhas e areia, à borda do Pacífico.

O povoado é extremamente pacato, com albergues, pousadas e micro- restaurantes locais concentrados no centrinho. Ao longo da baía ficam os hotéis luxuosos.

“Aqui a delinquência é zero”, repete o atendente do hotel em que me abriguei, as palavras ensinadas pelo dono do estabelecimento. Assim é. Saio pelas vielas escuras ouvindo música, carrego sempre a câmera fotográfica, manuseio dinheiro na rua, sem preocupação, e sou confundido com gringo, todo tempo, sem me inquietar.

Você também pode aproveitar

Chegar aqui é fácil. Com cinco dias livres você aproveita este paraíso da fauna marinha. Se tiver nove pode incluir também Lima no seu roteiro. Agora esqueça os balneários sofisticados e não pense que vai viajar para um lugar de praias maravilhosas. Há praias lindas, mas todas dentro da Reserva Nacional, que você irá visitar, longe de onde estiver hospedado.

A beleza aqui é outra, de baía. Sim, há boa comida, acomodação para todos os gostos e bolsos, e inclusive hotéis cinco estrelas: o hotel Paracas e outro, da cadeia Hilton. Mas o melhor é mesmo a observação das dezenas de aves, leões marinhos e o espetáculo que o sol dá a cada dia. Além da tranquilidade, sempre presente.

Há alguns pontos para banho de mar, dentro e fora da reserva nacional. A água é fresca e o sol quente, mas abrandado pela brisa constante.

Agora vai a dica: o final do ano, início do nosso verão, é um bom momento. A alta temporada aqui termina em outubro. Você pode voar do Brasil direto para Lima e aí tem duas opções, alugar um carro, ou economizar e pegar um ônibus.

A companhia Cruz del Sur tem veículos ótimos, com refeição incluída, dvd e até sistema wi-fi, nos pontos onde há conexão, é claro. Revistam bagagem e filmam cada passageiro, um a um, por segurança. Sim, você deve estar cabreiro e pode perguntar, mas é preciso? No Peru, assim como em alguns outros países da América Latina, sim. Uruguai, Chile e Argentina são mais seguros.

Outra dica valiosa: na parada do ônibus você pode descer e se hospedar. É onde estou, Zarcillo Paradise, por 35 soles (R$ 29,00) a noite, bem em conta. Isso mesmo, vinte e nove reais, o Peru é muito barato! Único hotel de rodoviária que eu já vi que é limpo, bonito e agradável. Pesquise antes e compre fora do hotel os passeios para visitar a reserva, sai mais barato. Consegui as duas trips, para a área terrestre e marinha da Reserva Nacional de Paracas por 45 soles (R$ 37,00).

Culinária regional

Depois de caminhar pela baía, visitar a reserva, tomar muito sol e se entreter a cada instante com alguma espécie de bicho diferente, você pode apreciar uma saborosa iguaria local. O ceviche é peixe cru temperado com cebola, sal, limão, três tipos de condimento e “rocotto”, que se parece ao pimentão, só que bem mais ardido. Acompanhado por batata assada e batata doce.

Escolhi um de cação, no micro restaurante da Sandra, delicioso. Prato bem montado, preço honesto, 20 soles. Chita é uma espécie de pescada, servida com molho de mariscos e arroz ou fritas.

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