Cenas de uma vitória (I)

Publicado em: 15/09/ 13

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Despedida do viajante (péra, pessoal, ainda não acabou…)

Eu consegui!

Cumpri minha jornada, realizei minha peregrinação. Viajei por 10 países/regiões das três Américas, sozinho, por terra, em uma expedição jornalística, cultural e de aventura.

Trafeguei de ônibus, trem e de moto. Singrei águas geladas do Alaska e naveguei por rios, baixo calor escaldante da Nicarágua ou de chuva inclemente na Costa Rica.

Remei junto a geleiras e descendo corredeiras. Pedalei nas mais famosas trilhas de mountain bike do mundo. Circulei de ferry, canoa e barco a motor.

Cavalguei encostas montanhosas no México. Dirigi por rodovias cênicas, nos Estados Unidos, e passei por onde não havia estradas, ao longo do caminho. Peguei carona nas Américas Central e do Sul.

Descobri e explorei todo tipo de ambiente natural: montanhas, praias, baías, geleiras, desertos, cânions, lagos, rios, selvas. Passei frio e calor. Enfrentei sol, neve, ventos e tempestade de areia. Visitei capitais, cidades, povoados e lugarejos.

Abriguei-me em 120 acomodações diferentes, dos mais variados tipos, de barraca a hotéis.

Foram 552 horas de viagem até agora, o equivalente a 23 dias ininterruptos. Ainda não contabilizei os quilômetros, o que farei já na volta ao Brasil, depois de percorrer mais um ou dois países sul-americanos. Mas já adianto que foram milhares – por terra, água e, quando não era possível, por ar.

Conheci pessoas, talvez tenha iniciado vínculos, fiz amizades. Foram espanhóis, austríacos, alemães, peruanos, canadenses, americanos, mexicanos, chineses, ingleses, salvadorenhos, australianos, franceses, colombianos, suíços, ucranianos.

Ri, sorri, sofri e superei. Diverti-me, irritei-me e surpreendi-me. Alegrei-me e chorei.  De emoção.

Pratiquei esportes de aventura: rafting, escalada, cavalgada, mountain bike, parasail, hiking, trekking, camping, snorkeling, tirolesa e até descida de vulcão, em prancha.

E caminhei.

Caminhei muito, em todos os países. Para me maravilhar com paisagens naturais e tesouros culturais. Para avançar profundamente na natureza selvagem. Para conhecer comunidades urbanas, rurais, de praia e de montanha.

Caminhei para aprender e refletir. Para mudar, porque nada é estático, fixo, definitivo. Caminhei para longe. Caminhei para perto de mim.

Caminhei para me perder e para me encontrar.

Você acompanhou boa parte desta caminhada. Com a coletânea de imagens acima poderá rememorar alguns momentos, comprovar e até se divertir com a transformação física do viajante.

A mudança interna é íntima, talvez demonstrada futuramente em contatos ou relacionamentos. A bagagem volta mais leve. Ou mais repleta, dependendo da ótica.

Se fosse experimentar tudo o que passei nos últimos meses, apenas em viagens de férias, levaria pelo menos uma década.

Cumpri um objetivo. Atingi uma meta pessoal. Realizei um dos meus muitos sonhos. Para poder continuar a sonhar.

 

Ike Weber


Making of: divulgação da expedição

Publicado em: 18/11/ 12

Faltam três dias para o início da expedição De Mochila pelas Américas.  Como parte dos preparativos, uma sessão de fotos para  A Gazeta do Povo, neste feriado.

A nota do jornal você confere no link abaixo.

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1319221&tit=O-sonho-de-um-viajante-solitario

Making off
Making off 2
Making off 3
Making off 4

 

 


O sonho

Publicado em: 17/11/ 12

Reflexão sobre a realização deste sonho, no deserto do Atacama, em 2010

A expedição De Mochila pelas Américas é, em primeiro lugar, a realização de um sonho de infância, acalentado na adolescência, amadurecido na juventude e agora realizado na idade adulta.

Quando perguntado sobre quando surgiu a ideia, refleti: “na verdade sempre esteve dentro de mim, conectado à minha essência”. Não exatamente percorrer as Américas, mas sim viajar pelo mundo, lentamente, vivenciando distintas experiências, observando diferentes culturas, compreendendo modos de vida, visitando lugares cênicos, selvagens e afastados, participando do cotidiano de comunidades, em diversos países.

Definitivamente esta não é uma viagem turística e tampouco tem o objetivo de atingir uma meta ou de simplesmente chegar a um ponto específico no mapa. É um circuito de vivência, sem dúvida é uma aventura e também é uma expedição jornalística e cultural.

Por isso resolvi dar um tempo no meu cotidiano profissional e pessoal. Conversei com a família, comentei com os amigos, negociei no trabalho e me afastei, temporariamente, de minhas atividades como diretor de Comunicação da Federação das Indústrias do Paraná.

Ganhei a estrada. Espero ter você como companhia.

Durante os próximos sete meses vou estar aqui, interagindo, contanto histórias, postando curiosidades, dando dicas, compartilhando fotos e fazendo reflexões.

Circularei sozinho, mas por este canal interativo nós poderemos percorrer juntos 11 países, 30 mil quilômetros. Por terra, de ônibus, bicicleta, de carro, a cavalo e a pé. Por água, de barco, bote, canoa e caiaque.

Convido você a participar comigo desta jornada, seja bem-vindo.