Vida Selvagem

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Fotos: Ike Weber e Ju Scheller

A vida selvagem é um dos grandes atrativos da Costa Rica. O país tem 161 áreas de preservação ou de observação da fauna e da flora – entre parques nacionais terrestres e marinhos, refúgios, reservas e manguezais – que correspondem a 25% de todo o território nacional.

Há milhares de espécies entre mamíferos, répteis e aves, como a garça-azul e os coloridos tucanos.

Em todas as regiões do país há riqueza natural: montanhas e vulcões; mares, rios e lagoas; cachoeiras e cascatas; florestas tropicais e bosques secos; poços termais.

Só há uma região desértica, nas montanhas do sul.

A úmida região de Tortuguero, junto à costa do Oceano Atlântico, conserva espécies nativas de jacarés: os caimãs, diferentes dos crocodilos pelo tamanho e formato da cabeça.

Sem se alterar, aparente em meio à densa vegetação da mata, o macho espreita o movimento da canoa que desliza pelo rio. A fêmea, de tamanho menor, esconde-se dentro da água, à espera de peixes e aves.

Quando satisfeitos, os caimãs entram em processo digestivo e podem ficar sem comer por 15 dias.

Há três anos, um crocodilo da região matou garoto local que mexeu com o filhote, conta Donis Parrale, guia do Parque. Um dos dois ataques registrados na área.

Com o corpo ereto, em digna postura, a lagartixa-Jesus corre sobre as águas. Por isso o lagarto basilisco recebeu este apelido. O que o difere da vegetação são apenas as marcantes pintas azuis. Atrás do pescoço, a gola natural lembra as pomposas vestimentas das majestades.

Os veados, mãe e filhote, recebem os exploradores no Parque Nacional Manuel Antônio, no outro lado do país.

Na época de seca, de janeiro a abril, os macacos-de-cara-branca voam pelos galhos e buscam alimento próximo às praias. O estardalhaço dos bichos é combinado com caretas e gestos. Perceptivelmente humanos.

Os pacotinhos peludos enrolados nas árvores são bichos-preguiças, capazes de dormir pelo menos 14 horas. Surpreendente também é o comportamento dos répteis Iguana iguana que vivem no topo das árvores.

Sempre “de máscara”, o guaxinim também passa boa parte do dia dormindo, dentro de troncos ocos.

Com olhos gigantes, se comparados ao corpo estreito, a serpente (Imantodes cenchoa) tem veneno que usa apenas para neutralizar pequenos répteis, seu alimento. De hábitos noturnos, é a espécie de cobra mais fina que existe no mundo.

A trilha para observação das espécies noturnas, como as diminutas rãs cristal, tartarugas terrestres e aranhas, é encharcada e só possível de ser percorrida com botas de borracha.

Olhar enfezado, a garça-tigre, de corpo robusto e rajado, alimenta-se de sapos e de insetos. Mas também pode devorar um filhote de caimã.

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